Petrolífera do Bahrein suspende exportações de petróleo. G7 discute uso de reservas de petróleo
Petrolífera do Bahrein alerta para suspensão nas exportações de petróleo
Voo militar com 61passageiros, incluindo 54 portugueses, chegou a Lisboa
Israel lança nova vaga de ataques contra Beirute e Teerão
Teerão será o "maior perdedor" se continuar a atacar países árabes, diz Riade
Mojtaba Khamenei é o novo líder supremo do Irão
Países do G7 devem discutir hoje uso das reservas de petróleo
Os ministros das Finanças do G7 admitem discutir a utilização de reservas estratégicas de petróleo, no quadro da guerra no Médio Oriente, indicou hoje uma fonte do Governo francês à Agência France Presse.
A fonte governamental francesa disse que se trata de "uma opção em análise".
Os ministros das Finanças do G7 (Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Itália) reúnem-se hoje às 13:30 (12:30 em Lisboa), sob a presidência francesa.
A reunião deve examinar as consequências económicas da guerra no Médio Oriente, que provocou a subida dos preços do petróleo e do gás na última semana.
O encontro vai decorrer por vídeo conferência.
Hoje, os preços do petróleo dispararam fazendo aumentar as preocupações sobre os custos da energia e o impacto na inflação.
O índice Nikkei 225 de Tóquio caiu até 7% no início da sessão de hoje, enquanto outros mercados asiáticos também registaram quedas acentuadas.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão.
As forças de Teerão encerraram o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.
Petrolífera do Bahrein alerta para suspensão nas exportações de petróleo
A petrolífera estatal do Bahrein alertou hoje para uma possível suspensão das exportações de petróleo, depois de um ataque lançado pelo Irão ter incendiado uma refinaria.
A agência de notícias estatal do Bahrein divulgou o anúncio da declaração de "força maior", um mecanismo legal que liberta uma empresa de obrigações contratuais devido a circunstâncias extraordinárias.
O anúncio explica que as operações da Babco "foram afetadas pelo conflito regional em curso no Médio Oriente e pelo recente ataque ao seu complexo de refinarias".
A empresa insistiu que a procura local ainda poderia ser satisfeita.
Um ataque aéreo iraniano provocou um incêndio no complexo petrolífero de Al-Maameer, noticiou a agência, acrescentando que as autoridades já tinham "iniciado as operações de combate" às chamas.
"Um incêndio deflagrou após a agressão iraniana contra as instalações em Al-Maameer. Foram relatados danos materiais, mas não há relatos de vítimas", referiu a agência.
O preço do barril de petróleo ultrapassou hoje os 118 dólares (102 euros) nos mercados internacionais, num mercado afetado pela guerra prolongada no Médio Oriente e pelo bloqueio contínuo do Estreito de Ormuz.
Por volta das 02:30 (em Lisboa), o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 30,04% para 118,21 dólares por barril.
O Brent do Mar do Norte, petróleo que serve de referência ao mercado português, também subia 27,54% para 118,22 dólares por barril.
O preço do barril de petróleo WTI subiu 36% na semana passada, enquanto o Brent registou uma subida de 28%.
A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão, em 28 de fevereiro, e ao encerramento do estreito de Ormuz.
Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
No Bahrein, um ataque com um drone iraniano feriu 32 civis, quatro deles com gravidade, na madrugada de hoje em Sitra, segundo o Ministério da Saúde, citado pela agência de notícias oficial.
Os feridos "estão a receber tratamento" e "entre eles, quatro casos são graves, incluindo crianças que necessitaram de cirurgia", escreveu o ministério.
Uma jovem de 17 anos sofreu ferimentos graves na cabeça e nos olhos, e duas crianças, de 07 e 08 anos, sofreram ferimentos graves nos membros inferiores, disse o ministério, acrescentando que a mais nova dos feridos tem dois meses de idade.
No domingo, três pessoas ficaram feridas no pequeno arquipélago do Golfo por destroços de mísseis e uma central de dessalinização foi atingida por um ataque com um drone iraniano, segundo o Ministério do Interior.
As autoridades afirmaram que o ataque não afetou a capacidade da rede de abastecimento de água.
Mojtaba Khamenei é o novo líder supremo do Irão
Mojtaba Khamenei, filho do ayatollah Ali Khamenei, é o novo líder supremo do Irão, revelou a televisão estatal iraniana.
O sucessor do ayatollah Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.
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Teerão será o "maior perdedor" se continuar a atacar países árabes, diz Riade
O Governo de Riade avisou hoje o Irão que será o "maior perdedor" se continuar a visar os países árabes, depois de novos ataques contra Kuwait, Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.
No Bahrein, um ataque com um drone iraniano feriu 32 civis, quatro deles com gravidade, na madrugada de hoje em Sitra, segundo o Ministério da Saúde, citado pela agência de notícias oficial.
Os feridos "estão a receber tratamento" e "entre eles, quatro casos são graves, incluindo crianças que necessitaram de cirurgia", escreveu o ministério.
Uma jovem de 17 anos sofreu ferimentos graves na cabeça e nos olhos, e duas crianças, de 07 e 08 anos, sofreram ferimentos graves nos membros inferiores, disse o ministério, acrescentando que a mais nova dos feridos tem dois meses de idade.
No domingo, três pessoas ficaram feridas no pequeno arquipélago do Golfo por destroços de mísseis e uma central de dessalinização foi atingida por um ataque com um drone iraniano, segundo o Ministério do Interior.
As autoridades afirmaram que o ataque não afetou a capacidade da rede de abastecimento de água.
Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa anunciou a interceção e destruição de quatro drones que se dirigiam para o campo petrolífero de Shaybah, no sudeste do país, que também já tinha sido atacado no domingo.
Os Estados Unidos anunciaram no domingo que estavam a ordenar ao seu pessoal diplomático não essencial que abandonasse a Arábia Saudita "devido a riscos para a sua segurança".
O emirado do Kuwait sofreu na madrugada de hoje um novo ataque com mísseis e drones, no décimo dia da guerra entre o Irão, Israel e os Estados Unidos, informou o Ministério da Defesa do Kuwait.
"As defesas aéreas do Kuwait enfrentam atualmente ataques com mísseis e drones hostis", anunciou o Ministério da Defesa, citado pela agência de notícias kuwaitiana Kuna.
No domingo, o Kuwait já tinha sido alvo de sete mísseis e cinco drones, de acordo com números divulgados pelas autoridades.
Por outro lado, esta madrugada explosões fortes foram também ouvidas em vários pontos de Doha, no Catar.
As autoridades dos Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram hoje que foram alvo de um ataque com mísseis.
"Os sistemas de defesa aérea estão a responder a um ataque com mísseis", escreveu o Centro Nacional de Gestão de Emergências e Desastres do país na rede social X.
O ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU divulgou este domingo um comunicado em que revela que a nação se encontra "em estado de defesa em resposta à agressão brutal e não provocada do Irão, que incluiu o lançamento de mais de 1400 mísseis balísticos e drones contra infraestruturas e locais civis, resultando em mortes e feridos entre a população civil".
Os EAU salientam no mesmo comunicado que "não pretendem ser arrastados para conflitos ou escaladas", mas "reafirmam o pleno direito de tomar todas as medidas necessárias para salvaguardar a soberania, segurança nacional e integridade territorial, e para garantir a segurança dos cidadãos e residentes", em conformidade com o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.
No domingo, Mojtaba Khamenei, filho do 'ayatollah' Ali Khamenei, foi nomeado líder supremo do Irão.
O sucessor do 'ayatollah' Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e norte-americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.
Mojtaba Khamenei não será apenas o líder político, mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo, mas a maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano.
Depois de 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
Israel lança nova vaga de ataques contra Beirute e Teerão
O exército de Israel anunciou hoje o lançamento de uma nova vaga de ataques contra infraestruturas controladas pelo grupo xiita Hezbollah em Beirute e contra o regime iraniano, na região central do país.
As forças israelitas anunciaram a ofensiva na plataforma de mensagens Telegram, horas depois de uma série de ataques em que o exército israelita afirmou ter bombardeado o quartel-general da Força Aérea da Guarda Revolucionária iraniana, a partir do qual são operados mísseis balísticos e drones.
Na declaração, Israel informou que, no domingo, a força aérea atingiu 400 alvos militares pertencentes ao regime dos ayatollahs no oeste e centro do Irão, incluindo lançadores de mísseis balísticos e instalações de produção de armas.
Israel atacou também pela primeira vez depósitos de combustível em Teerão e arredores, resultando em pelo menos quatro mortes, forçando o racionamento de gasolina para 20 litros por pessoa por dia e deixando a capital iraniana envolta numa nuvem tóxica, uma mistura de chuva e fumo.
O exército israelita voltou hoje a bombardear os subúrbios do sul de Beirute, afirmando estar a visar o Hezbollah, que reportou intensos combates no leste do Líbano contra as tropas israelitas que chegaram de helicóptero.
Um jornalista da agência de notícias France-Presse (AFP) ouviu uma forte explosão nos subúrbios do sul da capital, um bastião do Hezbollah, e viu densas colunas de fumo na zona, que já tinha sido bombardeada várias vezes por Israel na semana passada.
As forças israelitas "atacaram infraestruturas pertencentes à organização terrorista Hezbollah em Beirute", disse pouco depois, o exército, num breve comunicado.
De acordo com a agência noticiosa oficial libanesa Ani, três pessoas morreram e 15 ficaram feridas nos ataques israelitas contra a cidade de Tayr Debba, perto do porto de Tiro, no sul do Líbano.
A leste, perto da fronteira com a Síria, a Ani reportou "combates intensos" perto da aldeia de Nabi Chit.
A aldeia já tinha sido alvo de ataques, durante a noite de sexta-feira para sábado, por parte de comandos israelitas, que tentaram, sem sucesso, recuperar o corpo de um aviador israelita capturado em 1986.
Dois responsáveis do Hezbollah disseram à AFP que o movimento xiita libanês abateu um helicóptero israelita no Vale do Bekaa, onde se situa Nabi Chit.
O número de mortos na intensa ofensiva aérea israelita contra o Líbano atingiu 394, incluindo 83 crianças, e o número de feridos subiu para 1.130, segundo dados divulgados no domingo pelo ministro da Saúde Pública libanês, Rakan Nasreddine.
Durante a última semana, Israel tem vindo a realizar uma campanha aérea contra o sul e o leste do Líbano, bem como contra os subúrbios da capital, o que já obrigou à deslocação de 112 mil pessoas para abrigos oficiais, embora se estime que o número total de pessoas que tiveram de abandonar as casas possa chegar a pelo menos 200 mil.
Por sua vez, o grupo xiita libanês Hezbollah continua a lançar ataques de impacto limitado contra alvos militares no norte do Estado judaico.
Voo militar com 61passageiros, incluindo 54 portugueses, chegou a Lisboa
O voo militar de repatrimanto, com 54 portugueses e sete cidadãos estrangeiros a bordo, que partiu de Riade, na Arábia Saudita, no domingo à tarde, chegou hoje cerca das 06:00 ao aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa.
De acordo com vários meios de comunicação, o avião militar chegou pouco depois da hora prevista, 05:30, em mais uma operação de retirada de portugueses do Médio Oriente, que envolveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Força Aérea.
Em declarações à agência Lusa no domingo à noite, o secretário de Estado das Comunidades adiantou que o voo, com 54 portugueses a bordo, três luso-canadianos, um cidadão britânico, dois brasileiros e um sul-coreano, saiu de Riade, capital da Arábia Saudita, às 15:40 de domingo, com escala em Creta, na Grécia, para reabastecer.
Segundo Emídio Sousa, estas pessoas estavam quase todas no Qatar, que tem o espaço aéreo fechado, havendo "mais cinco que estavam em Riade" e outras duas que se juntaram a partir do Barein.
"A maioria são situações de pessoas que estavam a viajar, ou de negócios ou de turismo. Neste caso também há alguns residentes, embora a maior parte dos residentes tenha optado por ficar. (...) Sentem que estão seguros, a defesa aérea é muito eficaz e eles sentem que estão seguros, estão a trabalhar, a maioria não pretende regressar", adiantou o secretário de Estado.
Acrescentou que estas pessoas aguardavam "há uma semana, sensivelmente" pela possibilidade de regressar a Portugal depois de terem visto a viagem interrompida pela guerra no Médio Oriente.
Relativamente aos sete cidadãos estrangeiros que vêm no voo, Emídio Sousa explicou que os vários Estados-membros partilham informação sobre quem está em lista de espera para ser repatriado e que havia disponibilidade de vagas no voo português.
Sobre a possibilidade de vir a ser realizado outro voo de repatriamento, o secretário de Estado afirmou que "para já, não".
"Julgo que não haverá necessidade nos próximos dias, iremos ver, mais três ou quatro dias, como é que as coisas decorrem, mas a sensação que tenho é que não iremos ter necessidade de fazer outro voo próprio", disse.
Acrescentou que o Governo irá "acompanhar a situação em permanência", tendo em conta que há voos comerciais que se vão realizando, "o que permite àqueles que ainda não vieram, se o quiserem fazer, vão ter aqui possibilidade nos próximos dias".
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
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