Trump espera que guerra termine "muito em breve" mas não esta semana. Sanções sobre crude aliviadas

Conflito no Médio Oriente entra na segunda semana. A Arábia Saudita avança com cortes à produção de petróleo e o G7 admite o uso de reservas de crude. Acompanhe ao minuto os mais recentes desenvolvimentos da crise no Médio Oriente.
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Foto: Mark Schiefelbein/AP Trump comenta o conflito no Médio Oriente e espera resolução breve Foto: Arileza Sotakbar Ataque israelita a armazém de petróleo em Teerão Foto: Abedin Taherkenareh Foto: Arileza Sotakbar Ataque israelita a armazém de petróleo em Teerão Foto: Abedin Taherkenareh Iranianos em cerimónias fúnebres para as vítimas do conflito. Foto: Bilal Hussein/AP Ataque nos subúrbios de Beirute, Líbano. Foto: Bilal Hussein/AP Ataque nos subúrbios de Beirute, Líbano. Foto: Vahid Salemi/ AP Uma mulher segura uma foto do novo e antigo Ayatollah. Foto: Vahid Salemi/ AP Pessoas manifestam apoio ao novo Ayatollah Mojtaba Khamenei.
Negócios 09 de Março de 2026 às 22:36
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Trump espera que guerra termine "muito em breve" mas não esta semana

O Presidente dos EUA reiterou esta segunda-feira que espera que a guerra com o Irão se resolva “muito em breve”, mas que não acredita que o conflito termine esta semana, embora tenha insistido que a intervenção está adiantada em relação ao previsto.   Em conferência de imprensa, Donald Trump também apresentou medidas para conter os preços do petróleo, como o alívio de algumas sanções e a escolta de petroleiros no estreito de Hormuz por navios da Marinhs norte-americana. Num momento de elevada instabilidade no mercado do petróleo, Trump procurou tranquilizar os investidores acerca dos preços da energia, prometendo bombardear o Irão a “num nível muito, muito mais elevado” se o Irão perturbar a oferta petrolífera. “Estamos a procurar manter os preços do petróleo em baixo”, disse na conferência, realizada no seu resort de Dolarl, na Florida. “Eles subiram artificialmente por causa desta excursão”, afirmou.                    Sobre as sanções, Trump não adiantou pormenores, mas reconheceu que falou telefonicamente sobre o assunto com o homólogo russo, Vladimir Putin, esta segunda-feira. A Rússia já recebeu uma autorização especial dos EUA para exportar petróleo para a Índia durante 30 dias. "Vamos também levantar algumas sanções relacionadas com o petróleo para baixar os preços. Temos sanções contra certos países. Vamos levantar essas sanções até que a situação melhore. Depois disso, quem sabe? Talvez não precisemos de repor as sanções. Haverá muita paz", referiu o chefe de Estado norte-americano. Em geral, os comentários de Trump pareceram indicar que a Casa Branca está a tentar encontrar um desfecho em breve para o conflito no Médio Oriente. “Juntamente com os nossos parceiros israelitas, estamos a esmagar o inimigo”, disse anteriormente Trump a um grupo de congressistas republicanos.          Já na conferência de imprensa, Trump alegou que os EUA atingiram 5.000 alvos no país, que a capacidade de lançamento de mísseis está reduzida a 10% e que o lançamento de drones caiu 83%. Em suma, Trump disse que os objetivos militares dos EUA estão “praticamente concluídos”. *Com agências
Trump diz que “excursão” ao Médio Oriente será de “curto prazo”

O Presidente dos EUA abordou esta segunda-feira a guerra no Irão num discurso perante membros da Câmara dos Representantes, em Miami, no estado da Florida. Donald Trump referiu aos congressistas republicanos que os EUA fizeram “uma pequena excursão” ao Médio Oriente para “se livrarem de algum mal. E penso que vão ver que vai ser uma excursão de curto prazo”. Ainda assim, apontou que os norte-americanos "não vão parar" até que o inimigo seja "total e decisivamente derrotado".                  No mesmo discurso, Trump desvalorizou as críticas de alguns dirigentes do Partido Democrata sobre não haver uma razão concreta para os EUA e Israel atacarem o Irão. "Bem, dou-vos a melhor razão de todas. No espaço de uma semana, eles [Irão] iriam atacar-nos, 100%. Eles estavam prontos", disse Trump.                    Contudo, não adiantou dados novos para suportar os argumentos de que um ataque estava iminente, a não ser que os iranianos tinham "todos estes mísseis, bastante mais do que alguém julgava". Responsáveis da Administração Trump tinham já reconhecido em audições no Congresso que a informação recolhida pelos serviços secretos não apontava para um ataque do Irão. *Com agências
Trump falou ao telefone com Putin sobre Irão e Venezuela

O Presidente dos EUA, Donald Trump, falou esta segunda-feira com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, conversa que Yuri Ushakov, conselheiro de política externa do Kremlin, descreveu como “franca e empresarial” e que terá durado uma hora. De acordo com Ushakov, Putin "expressou algumas ideias destinadas a um desfecho rápido e diplomático” do conflito no Médio Oriente, depois do diálogo que teve com os líderes dos países do Golfo Pérsico e com o presidente iraniano. Trump também fez a avaliação da situação, disse Ushakov, “no contexto da contínua operação EUA-Israel.” Os dois líderes tiveram uma troca de ideias “específica e útil” e também abordaram a situação na Venezuela, “no contexto da situação no mercado de petróleo global”.      
Trump diz que guerra contra Irão está "praticamente concluída". Ações revertem perdas e petróleo cede

O Presidente norte-americano disse à CBS que a guerra com o Irão está “praticamente concluída” e reitera que o conflito está “muito adiantado” em relação ao prazo imposto inicialmente de quatro a cinco semanas. "Eles [Irão] não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea”, acrescentou Trump ao canal norte-americano. O republicano sublinhou ainda que está a estudar a hipótese de assumir o controlo do Estreito de Ormuz para controlar a escalada dos preços do petróleo. Em reação aos comentários de Trump, os principais índices bolsistas já somam valorizações, com o S&P 500 a reverter as perdas e a negociar com uma valorização de 0,40%, enquanto o Nasdaq Composite soma mais de 1,50%. Já o petróleo segue a inverter a tendência de fortes ganhos devido aos comentários de Trump. O WTI - preço de referência para os EUA - perde mais de 8%, para os 83,44 dólares por barril, enquanto o Brent - de referência para a Europa - cai cerca de 3%, para os 88,45 dólares por barril.
Putin disposto a fornecer petróleo e gás a países europeus

O Presidente russo declarou-se disposto a fornecer petróleo e gás aos países europeus, se estes declararem apoiar uma "cooperação sustentável e estável" com Moscovo, num contexto de encarecimento devido à guerra no Médio Oriente. "Estamos prontos para trabalhar com os europeus, mas precisamos de que eles nos deem indicações de que estão preparados e dispostos", afirmou Vladimir Putin, numa reunião governamental dedicada à situação no mercado de hidrocarbonetos. "Se as empresas europeias, os compradores europeus, decidirem subitamente reorientar-se e garantir-nos uma cooperação duradoura e estável, desprovida de considerandos políticos (...) Nunca recusámos", acrescentou. Durante anos, a Rússia foi um dos principais fornecedores de petróleo e gás aos Estados-membros da UE, particularmente à Alemanha e aos países da Europa de Leste, antes de a maioria deles se afastar dos hidrocarbonetos russos, após o início da guerra russa na Ucrânia, a 24 de fevereiro de 2022. O setor russo dos hidrocarbonetos é alvo de múltiplas sanções ocidentais, e duas das suas principais condutas de exportação para a Europa estão atualmente fora de serviço: os gasodutos Nord Stream, sabotados por um comando ucraniano em 2022, e o oleoduto Druzhba, que atravessa a Ucrânia, danificado em janeiro deste ano por um ataque aéreo russo e no centro de um braço-de-ferro entre Kiev, Budapeste e Bratislava. A partir de 2022, a Rússia reorientou uma parte das exportações para outros mercados, como a Índia, a Turquia e a China. Sobre a Europa, Putin afiançou que a Rússia vai continuar a fornecer, em qualquer caso, a Hungria e a Eslováquia, que classificou como "parceiros de confiança". Os preços do petróleo e derivados dispararam desde o início da campanha de bombardeamentos maciços dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, que também teve impacto nos países exportadores do golfo. Hoje, o petróleo ultrapassou os 100 dólares (86,31 euros) por barril.
Trump estuda novas medidas para conter escalada do crude. EUA propõem recurso a reservas do G7

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, deverá analisar já nesta segunda-feira um conjunto de soluções para controlar a escalada dos preços do petróleo - -, de acordo com fontes citadas pela Reuters, que dizem que autoridades norte-americanas estão a discutir com homólogos do G7 a possibilidade de introduzir crude das reservas estratégicas do grupo no mercado. Sabe-se agora que os EUA terão defendido que o G7 introduza entre 300 a 400 milhões de barris no mercado, segundo a CNBC. Outras opções de Washington poderão ainda passar por restringir as exportações dos EUA, intervir nos mercados de futuros de petróleo, suspender alguns impostos federais sobre a energia ou até mesmo interromper o chamado “Jones Act”, que determina que o combustível produzido na maior economia mundial só pode ser transportado em navios com bandeira norte-americana, disseram as fontes à agência de notícias, sob condição de anonimato. “A Casa Branca está em constante coordenação com as agências relevantes sobre esta importante questão, uma vez que é uma prioridade máxima para o Presidente. Trump e toda a sua equipa de Energia tinham um plano de ação sólido para manter os mercados de energia estáveis muito antes do início da Operação ‘Epic Fury’, e continuarão a analisar todas as opções viáveis”, escreveu o porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, num comunicado. A iniciativa reflete a preocupação da Casa Branca de que o aumento dos preços do petróleo possa vir a prejudicar empresas e consumidores dos EUA antes das eleições intercalares de novembro. Ainda assim, analistas temem que as opções políticas que a Administração norte-americana pode vir a tomar tenham pouca influência sobre os mercados globais de crude, à medida que continua o conflito no Médio Oriente e as disrupções causadas pela guerra no escoamento de “ouro negro” através do Estreito de Ormuz. “O problema é que as opções [da Casa Branca] variam entre marginais, simbólicas e profundamente imprudentes”, afirmou uma das fontes próximas do assunto.
Lufthansa prolonga suspensão de voos para a região do Médio Oriente

A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou hoje que irá prolongar a suspensão dos seus voos de e para vários aeroportos importantes do Médio Oriente, nomeadamente nos Emirados Árabes Unidos, Líbano, Israel e Irão, no décimo dia da guerra. Assim, estão suspensos até 15 de março, inclusive, os voos de e para Dubai, Abu Dhabi, Dammam (Arábia Saudita), Amã (Jordânia) e Erbil (Iraque). Até 28 de março, inclusive, ficaram suspensos os voos de e para Beirute e até 02 de abril, inclusive, os voos de e para Telavive. Por fim, Teerão, o destino mais afetado, não será servido pelo grupo aéreo até 30 de abril, inclusive, de acordo com a agência AFP. Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. O conflito conduziu a perturbações generalizadas no transporte aéreo na região, com várias companhias aéreas a suspenderem operações nos aeroportos das regiões afetadas. Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.
REN assegura que sistema de gás português tem capacidade adequada

Portugal tem capacidade de transporte e armazenamento de gás adequada à dimensão do mercado, mas nenhum país europeu dispõe de reservas suficientes para vários anos sem importações, afirmou fonte oficial da Redes Energéticas Nacionais (REN) à Lusa. Em resposta por escrito à questão se Portugal tem capacidade suficiente de transporte e armazenamento de gás para lidar com choques externos, como a escalada de tensão no Médio Oriente, a REN explicou que o sistema nacional de gás "tem capacidades de transporte e de armazenamento adequadas à dimensão do seu mercado", incluindo as redundâncias exigidas pela legislação e regulamentação nacional e europeia. Portugal dispõe de reservas de gás suficientes para cerca de 93 dias de consumo em caso de disrupção, como indicou recentemente à Lusa a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), acrescentando que as importações nacionais não têm exposição ao Estreito de Ormuz nas quantidades adquiridas e transportadas. Ainda assim, a REN - responsável pela gestão do sistema nacional de gás, incluindo o armazenamento - sublinhou que "nenhum país da Europa dispõe de reservas suficientes para um horizonte plurianual sem importações". Questionada sobre o plano de contingência caso haja uma subida súbita da procura ou interrupção temporária de fornecimento, assegurou que "as autoridades nacionais, para fazer face a cenários de crise, têm previstos planos de resposta para diferentes níveis de crise, incluindo planos de contingência e de emergência nacional". Segundo os dados da plataforma Gas Infrastructure Europe (GIE) consultados pela Lusa, os níveis de armazenamento de gás em Portugal (76,72%) mantêm-se próximos da capacidade máxima, muito acima da média europeia, que se encontra significativamente mais baixa neste momento (29,40%), tendo em conta que estamos no fim do Inverno, época de maior consumo. No entanto, em termos absolutos, Portugal tem uma das menores capacidades de armazenamento da União Europeia, o que faz com que os níveis de enchimento apareçam frequentemente próximos do máximo em termos percentuais. O reforço da capacidade de armazenamento de gás em Portugal foi anunciado em 2022, no contexto da crise energética desencadeada pela guerra na Ucrânia. Na altura, o então secretário de Estado da Energia, João Galamba, avançou com a criação de uma reserva estratégica nacional de gás e com o reforço da capacidade de armazenamento no complexo subterrâneo do Carriço, em Pombal. Está prevista a construção de duas novas cavernas subterrâneas, com capacidade adicional superior a 1,2 terawatts-hora (TWh) e investimento estimado em cerca de 90 milhões de euros. No Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede de Gás (PDIRG 2026-2035) foi indicada uma previsão de entrada em operação sequencial entre 2027 e 2028, embora a concretização dependa da decisão final de investimento, licenciamento e objetivos definidos pelo concedente. Instada a comentar o ponto de situação desta infraestrutura, a REN disse apenas que "o horizonte temporal para a entrada em serviço de duas novas cavidades de armazenamento de gás, apresentado no PDIRG, é indicativo e a sua efetiva concretização depende da data/objetivo pretendida e da decisão de aprovação, em conformidade, do Concedente", ou seja, do Estado. O conflito com o Irão voltou a colocar o mercado energético global em alerta depois de Teerão declarar controlo sobre o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial e uma parte significativa do gás natural liquefeito (GNL). Apesar de Portugal não depender diretamente do Médio Oriente, alterações na oferta ou perceções de risco podem refletir-se nos preços do petróleo, gás e eletricidade no país. Segundo dados de 2024 da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), no caso do gás natural, Portugal tem sido abastecido sobretudo pela Nigéria (51%) e pelos Estados Unidos (40%), tendo deixado de comprar gás ao Qatar há mais de três anos.
G7 ainda não está pronto para disponibilizar reservas de crude

Os ministros das Finanças do G7 discutiram esta segunda-feira a possibilidade de utilizar as reservas estratégicas de petróleo para estabilizar o mercado cujos preços têm aumentado devido à guerra no Irão, mas ainda sem anunciarem uma decisão. O G7 "ainda não chegou lá", no que toca à organizar-se para disponibilizar petróleo das suas reservas, em resposta à guerra no Irão, indicou França, que atualmente preside ao grupo. O ministro das Finanças francês, Roland Lescure, falava após um encontro virtual do G7 para discutir o impacto da guerra nos mercados energéticos. Lescure disse que o G7 está pronto para fazer o que for necessário para estabilizar os mercados. "Vamos acompanhar a situação de perto, estamos prontos para tomar todas as medidas necessárias, incluindo recorrer às reservas estratégicas de petróleo para estabilizar o mercado", disse aos jornalistas Lescure, que reuniu os seus colegas do G7 por videoconferência.
UE disponível para "facilitar regresso à mesa das negociações" e reduzir tensões

A União Europeia manifestou-se hoje disponível para contribuir para "reduzir as tensões e facilitar o regresso à mesa de negociações", salientando que a diplomacia é a única solução viável para pôr fim à guerra no Irão. "A União Europeia (UE) é um parceiro de longa data e fiável para a região nestes momentos difíceis e está pronta para contribuir de todas as formas possíveis para ajudar a reduzir a tensão e facilitar o regresso à mesa das negociações", lê-se numa declaração conjunta assinada pelos presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após uma reunião por videoconferência com representantes de 13 países do Médio Oriente. Costa e Von der Leyen dizem "acreditar firmemente" que "o diálogo e a diplomacia são a única via viável para avançar", apesar de reconhecerem que a "ordem internacional baseada em regras está sob pressão". Numa declaração em que não se referem aos ataques dos Estados Unidos ou de Israel, mas em que condenam "nos termos mais fortes" os "ataques indiscriminados do Irão" no Médio Oriente, Costa e Von der Leyen pedem que se respeite o direito internacional. "Os presidentes reafirmaram o seu compromisso com a estabilidade regional e apelaram à proteção dos civis e ao respeito total do direito internacional, da lei internacional humanitária e à obrigação de cumprir os princípios da Carta das Nações Unidas", lê-se. Os dois líderes recordam ainda que a UE pediu reiteradamente às autoridades iranianas para "porem fim ao seu programa nuclear e restringir o seu programa de mísseis balísticos" e condenou a "repressão inaceitável e a violência perpetrada pelo regime iraniano contra os seus próprios cidadãos". Costa e Von der Leyen manifestam particular preocupação com o alastrar da guerra para o Líbano, frisando que está a "provocar deslocações a larga escala" e pedindo respeito pela soberania e integridade territorial do país, numa alusão aos bombardeamentos e operações terrestres de Israel. "Neste contexto, a presidente Von der Leyen anunciou a mobilização de reservas do [pacote de ajuda humanitária urgente] ReliefEU para apoiar cerca de 130.000 pessoas no Líbano, com um primeiro voo previsto já amanhã [terça-feira]", lê-se. Na declaração, os dois líderes agradecem ainda aos 13 países do Médio Oriente pela sua "assistência e apoio na repatriação de dezenas de milhares de cidadãos europeus que estavam retidos" na região quando começou a guerra no Irão. "A UE trabalhará com os países da região para restabelecer a paz e a estabilidade no Médio Oriente e na região do Golfo, reafirmando o seu compromisso duradouro com a parceria, a segurança e a prosperidade na região", referem. Um total de 13 países do Médio Oriente participaram hoje numa reunião por videoconferência promovida pelos presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e que contou também com a participação da chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas. Representantes da Jordânia, Egito, Bahrein, Líbano, Síria, Turquia, Arménia, Iraque, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã debateram com os líderes europeus o conflito lançado pelos Estados Unidos e Israel no Irão, que ripostou contra outros países da região, disse uma porta-voz do presidente do Conselho Europeu. A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro, desencadeou a guerra no Médio Oriente, que causou cerca de 1.300 mortos, maioritariamente iranianos, com registo de vítimas em 12 países. Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.
Macron quer escoltar navios no Estreito de Ormuz quando guerra acalmar

O Presidente francês, Emmanuel Macron, quer lançar uma missão marítima para escoltar cargueiros, numa tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz quando a guerra acalmar. França planeia uma missão "puramente defensiva" com países europeus e não-europeus para "escoltar cargueiros e petroleiros", disse Macron aos jornalistas en base aérea de Paphos, em Chipre. A ideia é "gradualmente reabrir o Estreito de Ormuz" depois de passar a fase mais "quente" do conflito.
NATO interceta segundo míssil balístico do Irão. Turquia era o alvo

A NATO intercetou hoje outro míssil disparado pelo Irão em direção à Turquia, elevando o risco de a aliança ser mais diretamente envolvida neste conflito. No dia 4 já tinha acontecido o mesmo, o que obrigou a NATO a fortalecer a defesa anti-míssil na região. "Uma munição balística disparada a partir do Irão e que entrou no espaço aéreo turco foi neutralizada pelos meios aéreos e de defesa anti-mísseis da NATO destacados para o leste do Mediterrâneo", disse o Ministério da Defesa da Turquia em comunicado.
Teerão acusa Europa de ter criado condições para a guerra

O Irão acusou hoje os países europeus de terem contribuído para criar as condições propícias aos ataques dos Estados Unidos e de Israel que desencadearam a guerra com a República Islâmica. "Os países europeus ajudaram, infelizmente, a criar estas condições", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, durante uma conferência de imprensa semanal, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP). Baghai criticou os países europeus por terem estado de acordo com os Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU durante o debate sobre o restabelecimento das sanções em 2025, em vez de "insistirem no Estado de direito". Lamentou que os europeus não se tivessem oposto então ao que descreveu como "intimidação e excessos" dos Estados Unidos. "Todas estas coisas juntas encorajaram as partes norte-americana e sionista [Israel] a continuarem a cometer os seus crimes", acrescentou. Os países europeus criticaram os ataques iranianos contra os países do Golfo Pérsico em reação à ofensiva israelo-americana que o Irão enfrenta desde 28 de fevereiro, mas sem uma posição conjunta contra a intervenção contra Teerão. A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão desencadeou a guerra em curso há 10 dias no Médio Oriente, que causou cerca de 1.300 mortos, maioritariamente iranianos, com registo de vítimas em 12 países. O guia supremo da República Islâmica do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei, no poder desde 1989, foi morto logo no primeiro dia da ofensiva, e foi substituído no domingo pelo filho, Mojtaba Khamenei. O conflito fez também recear uma crise económica global dado o impacto nos mercados de energia por estarem envolvidos alguns dos maiores produtores de petróleo e gás mundiais. Os preços do petróleo registaram hoje subidas históricas acima dos 100 dólares por barril, o que estava a fazer afundar os mercados bolsistas e a reavivar os receios de um choque inflacionista mundial. Os ministros das Finanças do G7 vão reunir-se hoje para analisar a situação e uma fonte francesa admitiu que possam discutir a utilização de reservas estratégicas de petróleo. A fonte do Governo da França, país que exerce atualmente a presidência rotativa do G7, disse que se trata de "uma opção em análise", segundo a AFP. A reunião por videoconferência dos ministros do grupo que reúne as economias mais desenvolvidas (Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Itália), em que participa a União Europeia, está agendada para as 12:30 em Lisboa.
Arábia Saudita avança com cortes à produção de petróleo

A Arábia Saudita já começou a reduzir a produção de petróleo, numa altura em que o quase encerramento do Estreito de Ormuz fez com que a capacidade de armazenamento de petróleo esteja no limite. É pelo menos o que avança à Bloomberg uma pessoa próxima do tema. A Arábia Saudita é o maior exportador mundial de petróleo, seguida dos Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque. Apesar de o Estreito de Ormuz não estar oficialmente fechado, está a ser evitado pelos navios, o que fez com que as exportações de crude ficassem suspensas e os preços disparassem. A Arábia Saudita produz cerca de 10 milhões de barris por dia e exporta 7 milhões. A petrolífera estatal, a Aramco, tem desviado algum do crude através do Mar Vermelho, mas o oleoduto que faz esse transporte não tem capacidade para substituir por completo as exportações feitas pelo Estreito de Ormuz.
Bruxelas repatria diretamente 356 cidadãos num total de 4.100 em toda a UE

A UE disse hoje que, desde o início da guerra contra o Irão, fretou dois aviões que repatriaram 356 cidadãos do bloco e apoiou Estados-membros na organização de 42 voos que transportaram mais 4.100 europeus. "Dois voos de repatriamento diretamente fretados pela Comissão Europeia aterraram com segurança na Roménia. Os dois voos trouxeram de volta, de Omã para a Roménia, 356 cidadãos europeus que estavam retidos no Médio Oriente", referiu o executivo comunitário em comunicado. A Comissão Europeia considerou que estes dois voos representam um momento histórico, por ser a primeira vez que o executivo mobilizou capacidades logísticas e de transporte próprias para repatriar cidadãos europeus, a pedido das autoridades romenas. "Esta operação representa um marco importante na expansão das ferramentas de resposta ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil", assinalou o executivo. Além destes dois voos fretados diretamente, a Comissão Europeia referiu que também apoiou Estados-membros na organização de mais 42 de voos de repatriamento do Médio Oriente. "Mais de 4,100 cidadãos europeus regressassem com segurança à Bélgica, Bulgária, República Checa, Itália, Chipre, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Áustria, Portugal, Roménia, Eslováquia e Suécia", acrescentou. A Comissão Europeia salientou que "mais voos estão planeados para os próximos dias", tendo em conta que 23 Estados-membros, incluindo Portugal, pediram assistência à UE para repatriar cidadãos que se encontram no Médio Oriente. No comunicado, a Comissão Europeia indicou que "quando um Estado-membro não consegue mobilizar capacidades de transportes após um pedido de assistência" para repatriar cidadãos, a UE pode fretar aviões ao abrigo do mecanismo rescEU, no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. "Isso proporciona um nível adicional de apoio da UE quando as capacidades nacionais não estão disponíveis", de acordo com a mesma nota. Nos casos em que os Estados-membros conseguem organizar transportes, mas solicitam apoio à UE, o Centro de Coordenação da Resposta a Emergências da Comissão Europeia coordena logisticamente os voos oferecidos pelos Estados-membros, cabendo ao executivo comunitário realizar contactos com as delegações da UE e as autoridades consulares. Além dos esforços de coordenação, Bruxelas pode pagar parte dos custos financeiros dos voos de repatriamento, sendo que até 75% das despesas elegíveis dos voos podem ser reembolsados pela UE se pelo menos 30% dos lugares disponíveis forem oferecidos a cidadãos de outros países da UE. Se nenhum país puder ajudar um outro que peça apoio para retirar os cidadãos, a instituição cobre tais despesas em 100%. Portugal ativou na quinta-feira o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar o repatriamento de cidadãos portugueses no Médio Oriente. Fontes europeias disseram à Lusa que Portugal pediu à Comissão Europeia para organizar voos de repatriamento, disponibilizando-se a oferecer lugares a outros Estados-membros. Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão. Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.
Países do G7 devem discutir hoje uso das reservas de petróleo

Os ministros das Finanças do G7 admitem discutir a utilização de reservas estratégicas de petróleo, no quadro da guerra no Médio Oriente, indicou hoje uma fonte do Governo francês à Agência France Presse. A fonte governamental francesa disse que se trata de "uma opção em análise". Os ministros das Finanças do G7 (Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Itália) reúnem-se hoje às 13:30 (12:30 em Lisboa), sob a presidência francesa. A reunião deve examinar as consequências económicas da guerra no Médio Oriente, que provocou a subida dos preços do petróleo e do gás na última semana. O encontro vai decorrer por vídeo conferência. Hoje, os preços do petróleo dispararam fazendo aumentar as preocupações sobre os custos da energia e o impacto na inflação. O índice Nikkei 225 de Tóquio caiu até 7% no início da sessão de hoje, enquanto outros mercados asiáticos também registaram quedas acentuadas. Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão. As forças de Teerão encerraram o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.
Petrolífera do Bahrein alerta para suspensão nas exportações de petróleo

A petrolífera estatal do Bahrein alertou hoje para uma possível suspensão das exportações de petróleo, depois de um ataque lançado pelo Irão ter incendiado uma refinaria. A agência de notícias estatal do Bahrein divulgou o anúncio da declaração de "força maior", um mecanismo legal que liberta uma empresa de obrigações contratuais devido a circunstâncias extraordinárias. O anúncio explica que as operações da Babco "foram afetadas pelo conflito regional em curso no Médio Oriente e pelo recente ataque ao seu complexo de refinarias". A empresa insistiu que a procura local ainda poderia ser satisfeita. Um ataque aéreo iraniano provocou um incêndio no complexo petrolífero de Al-Maameer, noticiou a agência, acrescentando que as autoridades já tinham "iniciado as operações de combate" às chamas. "Um incêndio deflagrou após a agressão iraniana contra as instalações em Al-Maameer. Foram relatados danos materiais, mas não há relatos de vítimas", referiu a agência. O preço do barril de petróleo ultrapassou hoje os 118 dólares (102 euros) nos mercados internacionais, num mercado afetado pela guerra prolongada no Médio Oriente e pelo bloqueio contínuo do Estreito de Ormuz. Por volta das 02:30 (em Lisboa), o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 30,04% para 118,21 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, petróleo que serve de referência ao mercado português, também subia 27,54% para 118,22 dólares por barril. O preço do barril de petróleo WTI subiu 36% na semana passada, enquanto o Brent registou uma subida de 28%. A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão, em 28 de fevereiro, e ao encerramento do estreito de Ormuz. Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL). O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia. No Bahrein, um ataque com um drone iraniano feriu 32 civis, quatro deles com gravidade, na madrugada de hoje em Sitra, segundo o Ministério da Saúde, citado pela agência de notícias oficial. Os feridos "estão a receber tratamento" e "entre eles, quatro casos são graves, incluindo crianças que necessitaram de cirurgia", escreveu o ministério. Uma jovem de 17 anos sofreu ferimentos graves na cabeça e nos olhos, e duas crianças, de 07 e 08 anos, sofreram ferimentos graves nos membros inferiores, disse o ministério, acrescentando que a mais nova dos feridos tem dois meses de idade. No domingo, três pessoas ficaram feridas no pequeno arquipélago do Golfo por destroços de mísseis e uma central de dessalinização foi atingida por um ataque com um drone iraniano, segundo o Ministério do Interior. As autoridades afirmaram que o ataque não afetou a capacidade da rede de abastecimento de água.
Voo militar com 61passageiros, incluindo 54 portugueses, chegou a Lisboa

O voo militar de repatrimanto, com 54 portugueses e sete cidadãos estrangeiros a bordo, que partiu de Riade, na Arábia Saudita, no domingo à tarde, chegou hoje cerca das 06:00 ao aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa. De acordo com vários meios de comunicação, o avião militar chegou pouco depois da hora prevista, 05:30, em mais uma operação de retirada de portugueses do Médio Oriente, que envolveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Força Aérea. Em declarações à agência Lusa no domingo à noite, o secretário de Estado das Comunidades adiantou que o voo, com 54 portugueses a bordo, três luso-canadianos, um cidadão britânico, dois brasileiros e um sul-coreano, saiu de Riade, capital da Arábia Saudita, às 15:40 de domingo, com escala em Creta, na Grécia, para reabastecer. Segundo Emídio Sousa, estas pessoas estavam quase todas no Qatar, que tem o espaço aéreo fechado, havendo "mais cinco que estavam em Riade" e outras duas que se juntaram a partir do Barein. "A maioria são situações de pessoas que estavam a viajar, ou de negócios ou de turismo. Neste caso também há alguns residentes, embora a maior parte dos residentes tenha optado por ficar. (...) Sentem que estão seguros, a defesa aérea é muito eficaz e eles sentem que estão seguros, estão a trabalhar, a maioria não pretende regressar", adiantou o secretário de Estado. Acrescentou que estas pessoas aguardavam "há uma semana, sensivelmente" pela possibilidade de regressar a Portugal depois de terem visto a viagem interrompida pela guerra no Médio Oriente. Relativamente aos sete cidadãos estrangeiros que vêm no voo, Emídio Sousa explicou que os vários Estados-membros partilham informação sobre quem está em lista de espera para ser repatriado e que havia disponibilidade de vagas no voo português. Sobre a possibilidade de vir a ser realizado outro voo de repatriamento, o secretário de Estado afirmou que "para já, não". "Julgo que não haverá necessidade nos próximos dias, iremos ver, mais três ou quatro dias, como é que as coisas decorrem, mas a sensação que tenho é que não iremos ter necessidade de fazer outro voo próprio", disse. Acrescentou que o Governo irá "acompanhar a situação em permanência", tendo em conta que há voos comerciais que se vão realizando, "o que permite àqueles que ainda não vieram, se o quiserem fazer, vão ter aqui possibilidade nos próximos dias". Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
Israel lança nova vaga de ataques contra Beirute e Teerão

O exército de Israel anunciou hoje o lançamento de uma nova vaga de ataques contra infraestruturas controladas pelo grupo xiita Hezbollah em Beirute e contra o regime iraniano, na região central do país. As forças israelitas anunciaram a ofensiva na plataforma de mensagens Telegram, horas depois de uma série de ataques em que o exército israelita afirmou ter bombardeado o quartel-general da Força Aérea da Guarda Revolucionária iraniana, a partir do qual são operados mísseis balísticos e drones. Na declaração, Israel informou que, no domingo, a força aérea atingiu 400 alvos militares pertencentes ao regime dos ayatollahs no oeste e centro do Irão, incluindo lançadores de mísseis balísticos e instalações de produção de armas. Israel atacou também pela primeira vez depósitos de combustível em Teerão e arredores, resultando em pelo menos quatro mortes, forçando o racionamento de gasolina para 20 litros por pessoa por dia e deixando a capital iraniana envolta numa nuvem tóxica, uma mistura de chuva e fumo. O exército israelita voltou hoje a bombardear os subúrbios do sul de Beirute, afirmando estar a visar o Hezbollah, que reportou intensos combates no leste do Líbano contra as tropas israelitas que chegaram de helicóptero. Um jornalista da agência de notícias France-Presse (AFP) ouviu uma forte explosão nos subúrbios do sul da capital, um bastião do Hezbollah, e viu densas colunas de fumo na zona, que já tinha sido bombardeada várias vezes por Israel na semana passada. As forças israelitas "atacaram infraestruturas pertencentes à organização terrorista Hezbollah em Beirute", disse pouco depois, o exército, num breve comunicado. De acordo com a agência noticiosa oficial libanesa Ani, três pessoas morreram e 15 ficaram feridas nos ataques israelitas contra a cidade de Tayr Debba, perto do porto de Tiro, no sul do Líbano. A leste, perto da fronteira com a Síria, a Ani reportou "combates intensos" perto da aldeia de Nabi Chit. A aldeia já tinha sido alvo de ataques, durante a noite de sexta-feira para sábado, por parte de comandos israelitas, que tentaram, sem sucesso, recuperar o corpo de um aviador israelita capturado em 1986. Dois responsáveis do Hezbollah disseram à AFP que o movimento xiita libanês abateu um helicóptero israelita no Vale do Bekaa, onde se situa Nabi Chit. O número de mortos na intensa ofensiva aérea israelita contra o Líbano atingiu 394, incluindo 83 crianças, e o número de feridos subiu para 1.130, segundo dados divulgados no domingo pelo ministro da Saúde Pública libanês, Rakan Nasreddine. Durante a última semana, Israel tem vindo a realizar uma campanha aérea contra o sul e o leste do Líbano, bem como contra os subúrbios da capital, o que já obrigou à deslocação de 112 mil pessoas para abrigos oficiais, embora se estime que o número total de pessoas que tiveram de abandonar as casas possa chegar a pelo menos 200 mil. Por sua vez, o grupo xiita libanês Hezbollah continua a lançar ataques de impacto limitado contra alvos militares no norte do Estado judaico.
Teerão será o "maior perdedor" se continuar a atacar países árabes, diz Riade

O Governo de Riade avisou hoje o Irão que será o "maior perdedor" se continuar a visar os países árabes, depois de novos ataques contra Kuwait, Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein. No Bahrein, um ataque com um drone iraniano feriu 32 civis, quatro deles com gravidade, na madrugada de hoje em Sitra, segundo o Ministério da Saúde, citado pela agência de notícias oficial. Os feridos "estão a receber tratamento" e "entre eles, quatro casos são graves, incluindo crianças que necessitaram de cirurgia", escreveu o ministério. Uma jovem de 17 anos sofreu ferimentos graves na cabeça e nos olhos, e duas crianças, de 07 e 08 anos, sofreram ferimentos graves nos membros inferiores, disse o ministério, acrescentando que a mais nova dos feridos tem dois meses de idade. No domingo, três pessoas ficaram feridas no pequeno arquipélago do Golfo por destroços de mísseis e uma central de dessalinização foi atingida por um ataque com um drone iraniano, segundo o Ministério do Interior. As autoridades afirmaram que o ataque não afetou a capacidade da rede de abastecimento de água. Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa anunciou a interceção e destruição de quatro drones que se dirigiam para o campo petrolífero de Shaybah, no sudeste do país, que também já tinha sido atacado no domingo. Os Estados Unidos anunciaram no domingo que estavam a ordenar ao seu pessoal diplomático não essencial que abandonasse a Arábia Saudita "devido a riscos para a sua segurança". O emirado do Kuwait sofreu na madrugada de hoje um novo ataque com mísseis e drones, no décimo dia da guerra entre o Irão, Israel e os Estados Unidos, informou o Ministério da Defesa do Kuwait. "As defesas aéreas do Kuwait enfrentam atualmente ataques com mísseis e drones hostis", anunciou o Ministério da Defesa, citado pela agência de notícias kuwaitiana Kuna. No domingo, o Kuwait já tinha sido alvo de sete mísseis e cinco drones, de acordo com números divulgados pelas autoridades. Por outro lado, esta madrugada explosões fortes foram também ouvidas em vários pontos de Doha, no Catar. As autoridades dos Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram hoje que foram alvo de um ataque com mísseis. "Os sistemas de defesa aérea estão a responder a um ataque com mísseis", escreveu o Centro Nacional de Gestão de Emergências e Desastres do país na rede social X. O ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU divulgou este domingo um comunicado em que revela que a nação se encontra "em estado de defesa em resposta à agressão brutal e não provocada do Irão, que incluiu o lançamento de mais de 1400 mísseis balísticos e drones contra infraestruturas e locais civis, resultando em mortes e feridos entre a população civil". Os EAU salientam no mesmo comunicado que "não pretendem ser arrastados para conflitos ou escaladas", mas "reafirmam o pleno direito de tomar todas as medidas necessárias para salvaguardar a soberania, segurança nacional e integridade territorial, e para garantir a segurança dos cidadãos e residentes", em conformidade com o direito internacional e a Carta das Nações Unidas. No domingo, Mojtaba Khamenei, filho do 'ayatollah' Ali Khamenei, foi nomeado líder supremo do Irão. O sucessor do 'ayatollah' Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e norte-americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos. Mojtaba Khamenei não será apenas o líder político, mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo, mas a maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano. Depois de 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
Mojtaba Khamenei é o novo líder supremo do Irão

Mojtaba Khamenei, filho do ayatollah Ali Khamenei, é o novo líder supremo do Irão, revelou a televisão estatal iraniana. O sucessor do ayatollah Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos. Leia mais .
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