Montenegro: Governo "não abandona as suas convicções" sobre o pacote laboral

Com uma greve geral à vista, o primeiro-ministro sustenta que já cedeu em todas as "traves mestras" do pacote laboral. E insiste que a última palavra caberá aos deputados, mesmo que em concertação social não seja possvel chegar a um acordo.
José Sena Goulão/Lusa
Lusa 01 de Maio de 2026 às 20:32

O primeiro-ministro alertou hoje que o Governo "não abandona as suas convicções" em matéria laboral e garantiu que "já cedeu em todas as traves mestras" desta reforma, acusando a UGT de ser o parceiro "com menos cedências".

Sobre a possibilidade de deixar cair o pacote laboral, como sugeriu hoje o líder do PS, Luís Montenegro disse, em Melgaço, que sem entendimento na Concertação Social, a última palavra sobre o pacote laboral "será sempre do parlamento", vincando que "se há uma coisa que o Governo não faz, é abandonar as suas convicções".

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"As traves mestras a que a UGT se refere [para aprovar o pacote laboral] têm a ver com os contratos a termo, com o regime de reintegração em caso de despedimento, com o banco de horas por acordo e com o chamado 'outsourcing'. Em todas estas matérias o Governo já cedeu. Há propostas em que o Governo cedeu integralmente e outras em que cedeu parcialmente", vincou o governante, em declarações aos jornalistas na inauguração da Festa do Alvarinho e do Fumeiro de Melgaço, no distrito de Viana do Castelo.

Montenegro vincou que "o parceiro social que tem menos cedência neste momento é, claramente, a UGT", recusando ser entendido "como estando a pressionar mais ou menos".

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