Monti acumula liderança do Executivo com pasta das Finanças (act1.)

Mario Monti aceitou hoje oficialmente a liderança do novo Governo italiano, em substituição de Sílvio Berlusconi. CEO do Intesa também é ministro. Monti faz um governo à sua imagem: tecnocrata. Ausência de políticos pode facilitar trabalho do novo Executivo, defende Monti.
Diogo Cavaleiro 16 de Novembro de 2011 às 12:34

Depois de chegar a um acordo para a formação do novo governo, Monti anunciou ao presidente Giorgio Napolitano que aceitava o cargo para que foi nomeado. O antigo comissário europeu vai liderar um Governo de 17 ministros.

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Como tinha sido avançado hoje pelo “Corriere della Sera”, o CEO do banco Intesa Sanpaolo, Corrado Pasera, foi indigitado como novo ministro do Desenvolvimento Económico, Transportes e Infra-estruturas. Pasera foi já presidente do Poste Italiane, o serviço postal do Estado italiano.

No seu todo, o Governo proposto por Mario Monti é composto por técnicos. A tecnocracia do novo Executivo é, aliás, a imagem de Monti, qualidade que terá sido tida em conta aquando do convite para liderar o Executivo, dado que a hostilidade política é elevada em Itália neste momento.

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Na conferência de imprensa, Mario Monti afirmou que a ausência de políticos iria facilitar o trabalho do Governo.

O Executivo, composto por 17 membros, conta com cinco ministros sem pasta, de acordo com o “Corriere della Sera”. Além de Passera, também António Catricala, presidente da Autoridade da Concorrência, é o subsecretário da Presidência do Conselho António Catricala.

A tomada de posse oficial será hoje às 17 horas de Roma, 16 horas em Lisboa. Ao mesmo tempo, os restantes membros do Executivo irão assumir os seus cargos.

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Amanhã é a vez de o Governo liderado por Mario Monti apresentar o seu programa ao Senado italiano.

Pela frente, Monti tem a tarefa de tentar reconquistar a confiança dos mercados na Itália. Esta semana, os investidores têm estado a castigar a sua dívida, ao exigirem rendibilidades acima de 7% para deterem obrigações italianas a dez anos. Esta taxa é vista como a barreira que tanto a Grécia e Irlanda como Portugal ultrapassaram antes de terem de recorrer a um resgate internacional.

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