Ao minutoAtualizado há 32 min20h06

Marcelo defende "canal de entrada" de imigrantes para reconstruir zonas afetadas pela tempestade Kristin

Acompanhe os desenvolvimentos desta quarta-feira relativamente aos estragos e condicionamentos provocados pelo mau tempo em diferentes regiões do país.
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Foto: Rui Minderico / Lusa - EPA Efeitos do mau tempo em Portugal Foto: Miguel A. Lopes / Lusa - EPA Efeitos do mau tempo em Portugal Foto: Miguel A. Lopes / Lusa - EPA Efeitos do mau tempo em Portugal Foto: Miguel A. Lopes / Lusa - EPA Efeitos do mau tempo em Portugal
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há 32 min.20h05

Marcelo defende "canal de entrada" de imigrantes para reconstruir zonas afetadas pela tempestade Kristin

O Presidente da República defendeu hoje a abertura de "um canal de entrada" de imigrantes para dar resposta à falta de mão-de-obra para reconstruir as zonas afetadas pela tempestade Kristin, que atingiu Portugal há uma semana.

O primeiro-ministro apresentou no domingo um pacote de ajuda destinado às famílias e empresas afetadas pela tempestade, mas as vítimas têm alertado para a falta de pessoal para avançar com as obras, disse Marcelo Rebelo de Sousa durante uma visita a uma empresa em Soure inaugurada no início de janeiro e devastada 15 dias depois pela tempestade.

"Tem de se encontrar uma solução. Acho que o Governo vai pensar em abrir uma via, um canal de entrada de mão-de-obra especialmente vocacionada para este tipo de desafio", disse o chefe de Estado, defendendo que não se trata de "haver vontade", mas sim da necessidade de resolver "um problema".

Marcelo disse ter ouvido já várias pessoas com a mesma preocupação: "Um dos problemas levantado por vários empresários e setores afetados, até instituições como os bombeiros, foi dizerem-me que tudo isto é muito bonito, mas é preciso haver mão de obra para o fazer".

Sobre se o pacote apresentado no domingo será suficiente para responder às necessidades, voltou a defender que tudo depende da execução e dos montantes envolvidos: "É importante que a máquina funcione bem e depois que haja rapidez" na resposta.

O dia de Marcelo começou hoje no posto de comando de Ourém, onde contactou com populares à procura de material de construção para reparar as suas casas, como Florinda Verdasca, que aos 83 anos disse à Lusa não ter memória de "uma tempestade com a força" de Kristin.

Enquanto isso, num outro edifício, uma equipa da proteção civil recebia outros populares com outro tipo de pedidos, como o senhor João que garantiu ter todo material necessário e precisar apenas de ajuda para voltar a ligar a energia.

Depois de Ourém, segui para Pedrogão Grande e terminou o dia em Soure.Poucos minutos antes de a comitiva chegar, Carlos Sousa voltou a ter luz depois de "uma semana às escuras".

À entrada de Soure, na Rua de São Pedro, no Pateão, a sua casa e a da vizinha eram hoje ao inicio da tarde as únicas que continuavam sem energia. "Os vizinhos têm luz desde sábado, mas nós só agora é que vamos conseguir", contou à Lusa o estofador que teve o negócio parado por falta de energia.

"Estamos numa luta poste a poste", contou o presidente da Câmara Municipal de Soure, Rui Fernandes, referindo-se à reposição de eletricidade durante uma reunião Serviço Municipal da Proteção Civil, onde esteve Marcelo Rebelo de Sousa, o secretário de estado Rui Rocha e vários responsáveis locais.

Na Proteção Civil, Marcelo Rebelo de Sousa inteirou-se da situação na região que hoje vive mais um dia difícil, agora devido às chuvas. O Presidente da República visitou Soure e esteve em vários pontos junto ao rio, contando aos jornalistas que provavelmente dentro de poucas horas aquela zona "será outro mundo".

há 42 min.19h56

E-Redes aponta 76 mil clientes ainda sem eletricidade ao final da tarde

No balanço operacional das 17h30 desta quarta-feira, a E-Redes registava 76 mil clientes sem fornecimento elétrico em todo o território nacional, dos quais 74 mil correspondem a avarias nas zonas mais críticas afetadas pela Depressão Kristin.

O distrito de Leiria mantém-se como o mais impactado, com 55 mil clientes sem eletricidade, seguido de Santarém  com 13 mil, Castelo Branco com 4 mil e Coimbra  com 2 mil clientes. A empresa explica que estes números refletem sobretudo falhas persistentes na rede de baixa e média tensão, em áreas rurais e de elevada dispersão populacional.

19h21

APA alerta para chuva intensa até quinta-feira de manhã, sobretudo no centro e norte do país

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, fez esta quarta-feira um balanço sobre a gestão de cheias, destacando como um dos casos mais preocupantes o rio Sado, em Alcácer do Sal.

Numa reunião com a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, o responsável disse que a depressão Leonardo já afetou toda a região sul, que todas as barragens do Algarve estão a fazer descargas (incluindo a Bravura, que durante anos não passava de 15%) e que o rio Guadiana também está a chegar a níveis muito elevados, por conta de descargas do lado de Espanha.

Na reunião Maria Felisbina Quadrado, diretora do Departamento de Recursos Hídricos da APA, fez também um ponto da situação, alertando que a próxima noite e a manhã de quinta-feira serão muito importantes, porque se espera muita chuva, especialmente no centro e norte do país.

Além das ribeiras do sotavento algarvio e do rio Sado, a responsável falou, entre outros, dos rios Tejo, Mondego, Lima e Douro.

Para hoje e quinta-feira a previsão é de elevado risco de inundações significativas para o Rio Vouga, designadamente para as zonas de Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede, enquanto no Águeda poderá ser afetada a cidade de Águeda.

Com o aumento do caudal do Mondego, devido à previsão de chuvas fortes, poderão ser afetadas as zonas de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure.

No Rio Tejo, o aumento do caudal poderá afetar Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira e Vila Nova da Barquinha, enquanto o Rio Sorraia poderá afetar a área de Benavente.

Com elevado risco de inundações estão, no Rio Lima, as cidades de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Ponte de Lima, no rio Cávado, Braga, Bracelos, Vila Verde e Esposende.

No Rio Ave, poderá haver inundações em Santo Tirso, Trofa, Vila nova de Famalicão, no Rio Douro em Gondomar, Porto, Vila Nova de Gaia, Lamego e Peso da Régua.

No Rio Tâmega em Chaves e Amarante, no Rio Lis em Leiria e no Rio Sado Alcácer do Sado e Santiago do Cacém.

Portugal continental está a ser afetado pela depressão Leonardo, prevendo-se até sábado chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento e agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

18h07

Moedas apela a que se evitem deslocações desnecessárias em Lisboa

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, apelou esta quarta-feira que se evitem deslocações desnecessárias, sobretudo esta noite, entre a meia-noite e as 06:00, tendo em conta as previsões de chuva intensa.

Carlos Moedas falava aos jornalistas no Centro de Coordenação Operacional Municipal da Proteção Civil, em Monsanto, Lisboa, onde se deslocou para acompanhar o evoluir da situação relacionada com as atuais condições meteorológicas e as previsões para os próximos dias.

"Vamos ter aqui dias muito desafiantes até domingo, de chuva e de vento, sobretudo esta noite, entre a meia-noite e as seis da manhã e, por isso, eu deixava aqui alguns conselhos importantes para os lisboetas: o primeiro é evitar deslocações desnecessárias, o segundo é evitar tudo o que são as zonas-ribeirinhas e o estacionamento nessas zonas-ribeirinhas", alertou.

O autarca disse ainda ter dado "ordem imediata para o fecho de todos os jardins municipais da cidade" como é o caso do Jardim da Estrela, Serafina e Alvito.

Carlos Moedas acrescentou também que algumas juntas de freguesia já estão fechar os seus jardins, alertando que "as águas estão a ensopar o terreno e, portanto, pode haver o perigo de queda de árvores nos jardins", sendo locais a evitar.

O responsável máximo da proteção civil municipal da capital pediu que se tomem preocupações nas zonas ribeirinhas da cidade, sublinhando que as autoridades estão a ter em conta o evoluir da situação e as medidas de segurança a adotar, como o tamponamento das portas de casa porque "todas as medidas são importantes para prevenir estas cheias".

17h44

Autoridades nacionais não divulgam número de feridos. Ministério da Saúde remete para direção executiva do SNS

As autoridades nacionais não indicam o número de feridos das tempestades que têm atingido o país na última semana, com o Ministério da Saúde a remeter para a Direção Executiva do SNS, que não disponibilizou ainda os dados.

Desde sexta-feira, a agência Lusa tem tentado, junto de várias entidades oficiais nacionais, obter o número de pessoas que ficaram feridas em Portugal continental desde que a depressão Kristin assolou parte do território, nos dias 27 e 28 de janeiro, mas não conseguiu obter respostas.

A Lusa questionou formalmente, na última sexta-feira, o INEM sobre se tinha registado um aumento de solicitações de socorro resultantes da tempestade, não obtendo resposta, mas fonte do instituto adiantou hoje que a contabilização "dos mortos e dos feridos é feita de forma centralizada, de modo que os números estejam corretos entre todas as entidades".

Cinco dias após a depressão Kristin ter atingido o país, na conferência de imprensa diária de segunda-feira, a Lusa voltou a perguntar aos responsáveis da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) qual o balanço do número de feridos, que remeteram para o INEM.

Já hoje foram questionados o Ministério da Saúde e a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, que também não responderam às questões colocadas por correio eletrónico.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo, mas o número global de feridos não é conhecido.

Na terça-feira, o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, adiantou à Lusa que o Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 756 feridos com traumas desde o início da depressão Kristin.

A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

15h39

Presidente de Leiria critica: "Parece que estamos num país de faz de conta"

Manuel de Almeida / Lusa - EPA

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, disse esta quarta-feira que parece que se está "num país de faz de conta", criticou a ausência de comunicação e admitiu que o seu grau de tolerância começa a esgotar-se.

"Quem está a dar a cara sou eu, todos os dias a comunicar-vos a pouca informação que tenho e o processo tem de ser mais transparente, o processo tem de ser mais claro. Na [pandemia] de covid tínhamos 'briefing' e comunicação ao país sobre o que estava a acontecer e eu acho que ninguém comunica ou não querem comunicar. Parece que estamos num país de faz de conta", declarou Gonçalo Lopes.

O autarca falava aos jornalistas nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações do município na sequência da depressão Kristin que, há uma semana, afetou gravemente o concelho.

Questionado se se trata de uma crítica ao Governo, liderado pelo social-democrata Luís Montenegro, o presidente do município socialista respondeu que "o que aconteceu em Leiria é algo demasiado grave para que não haja uma comunicação credível, transparente sobre a evolução das reparações na rede".

"O grau de escrutínio que colocam à minha atividade como político tem de ser colocado também a quem é responsável de gerir as redes nacionais, seja o fornecimento de água em alta, seja o fornecimento de eletricidade. Tem de existir mais transparência", prosseguiu.

Segundo Gonçalo Lopes, a transparência passa por dizer 'estou a fazer esta obra, tenho estes meios, de ontem para hoje conseguimos reparar uma torre', insistindo que "esse grau de transparência de informação tem de existir", para "criar confiança".

15h33

EDP anuncia apoio de "mais de 800 mil euros" e suspensão temporária da faturação

A EDP anunciou esta quarta-feira um apoio de "mais de 800 mil euros" às comunidades afetadas pela tempestade Kristin, com a suspensão temporária da faturação e apoio a clientes com centrais solares danificadas.

"No total, a EDP vai assumir um custo de mais de 800 mil euros de forma a poder apoiar os seus clientes nas regiões afetadas pelo mau tempo", anunciou a empresa em comunicado.

Na nota, a elétrica dá também conta que "suspendeu o envio de faturação aos seus cerca de 700 mil clientes com casas ou empresas nas zonas mais afetadas pela tempestade que atingiu o pais".

"Serão ainda disponibilizados acordos de pagamento ajustados à situação de cada cliente, sem juros", prossegue a nota.

A empresa revela que as iniciativas na região incluem, além da deslocação de equipas técnicas de várias zonas do país para apoiar a limpeza e reconstrução, o envio de materiais de construção para apoio à recuperação das infraestruturas danificadas, apoio aos clientes com centrais solares afetadas e suspensão temporária da faturação.

"A EDP está ao lado das famílias e empresas afetadas pela tempestade Kristin e está a implementar um conjunto de medidas para os clientes nos 69 concelhos mais atingidos. O objetivo é mitigar as dificuldades sentidas neste momento, reforçando o apoio imediato e garantindo informações essenciais de segurança", pode ler-se na nota.

Segundo a EDP, já estão também no terreno equipas especializadas em instalações solares "para prestar apoio direto às famílias e às empresas com infraestruturas danificadas".

Como medidas de segurança, a EDP recomenda que caso existam painéis solares, cabos, inversores ou outros componentes aparentemente danificados "não sejam manuseados nem utilizados até serem avaliados pelas equipas técnicas" que a empresa disponibilizar para ir ao terreno.

"Mesmo painéis solares partidos ou deslocados podem continuar a produzir eletricidade durante o dia, representando risco elétrico. Recomendamos igualmente que não se aproxime nem aceda às áreas afetadas, devendo o acesso às mesmas ser evitado até essa avaliação", revela a nota.

A EDP aconselha ainda a não ser utilizado qualquer equipamento elétrico, incluindo postos ou carregadores de mobilidade elétrica, que tenha sido atingido por objetos, apresente danos visíveis ou se encontre em zonas inundadas.

15h17

Câmara de Alcoutim alerta para "aumento drástico" do Guadiana

A Câmara de Alcoutim alertou esta quarta-feira os navegantes e as populações da margem do rio para o "aumento drástico" dos caudais do Guadiana, devido às descargas em barragens para libertar água da chuva caída nos últimos dias e horas.

Numa publicação feita nas redes sociais cerca das 13:30 horas, a autarquia do nordeste algarvio dá conta de uma "comunicação urgente" feita pela capitania de Vila Real de Santo António, a apelar à população ribeirinha para adotar medidas de proteção "imediatas" de pessoas, animais e bens.

"Aviso a todos os navegantes e populações ribeirinhas do Rio Guadiana. Face ao aumento drástico dos caudais das barragens (Pedrógão, Chança, Odeleite e Beliche), devem ser adotadas as seguintes medidas imediatas", pode ler-se na informação publicada pelo município de Alcoutim.

Em causa está um "período de risco máximo", por ocasião da preia-mar da tarde, prevista para cerca das 16:30 horas, que terá como foco crítico as "zonas a montante entre Alcoutim e Mértola", precisou.

Entre as medidas de proteção aconselhadas estão o reforço de amarrações, com a verificação e duplicação das espias das embarcações e a confirmação de que as bombas e sistemas de esgotamento estão operacionais e têm baterias carregadas, indicou.

15h16

Cerca de 250 pessoas deslocadas, evacuação de lar em Coruche em avaliação

Até esta quarta-feira, há 251 pessoas deslocadas devido ao mau tempo nos distritos de Leiria, Santarém e Castelo Branco, estando a ser avaliada a retirada de 132 utentes de um lar em Coruche, informou a Proteção Civil.

Em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, o comandante nacional indicou, citando dados da Segurança Social, que há 145 pessoas deslocadas no distrito de Leiria, 53 no de Santarém e outras 53 no de Castelo Branco.

No caso de Leiria, dos 145 deslocados, 122 foram encaminhados "para uma zona de concentração e apoio a pessoas" e 23 foram "acolhidos em respostas alternativas" de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), precisou Mário Silvestre.

Em Santarém, está ainda a ser avaliado se será necessário evacuar um lar com 132 utentes em Coruche, devido à eventual subida do caudal do rio Sorraia.

"Já temos o plano de evacuação dessa ERPI devidamente efetuado, com articulações feitas ao nível do município e dos comandos sub-regionais", acrescentou.

15h13

Gulbenkian cria Fundo de Apoio Extraordinário de cinco milhões de euros

A Fundação Calouste Gulbenkian criou um Fundo de Apoio Extraordinário no valor de cinco milhões de euros destinado às pessoas afetadas pelas tempestades que têm assolado o país, anunciou em comunicado.

Este apoio de emergência e pós-emergência vai ser articulado com a Estrutura de Missão para a Reconstrução da região Centro do País e com as entidades locais das áreas envolvidas.

O conselho de administração da fundação, que criou o apoio, salienta a sua solidariedade com todas as pessoas afetadas pelo mau tempo.

Desde a semana passada, com a passagem da depressão Kristin, o mau tempo provocou a destruição de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas, registando-os os maiores estragos nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

13h47

E-Redes: 83 mil clientes sem eletricidade às 12h00 após Depressão Kristin

A E-Redes regista 83 mil clientes ainda sem fornecimento de eletricidade, às 12h00 desta quarta-feira, na sequência das avarias provocadas pela passagem da Depressão Kristin, que continuam a afetar a rede de distribuição em várias regiões do país.

Nas zonas mais críticas, as interrupções totalizam 81 mil clientes, com o distrito de Leiria a concentrar o maior impacto, somando 59 mil clientes sem energia. Seguem-se Santarém, com 14 mil clientes, Castelo Branco, com 5 mil, e Coimbra, onde 3 mil clientes permanecem sem fornecimento elétrico.

A E-Redes é a principal operadora de redes de distribuição de eletricidade em alta, média e baixa tensão em Portugal Continental.


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