Novo bónus das pensões? Haverá “se a meio do ano tivermos finanças públicas que o permitam”

O primeiro-ministro não se compromete, para já, com novo suplemento extraordinário para pensionistas e continua a afastar o IVA zero no cabaz alimentar defendido pelo PS.
Luís Montenegro no debate quinzenal
António Cotrim/Lusa
Filomena Lança 16:36

“Se a meio do ano tivermos finanças públicas que nos permitam”, será aprovado, em 2026, novo suplemento extraordinário para as pensões, afirmou esta quarta-feira, no Parlamento, o primeiro-ministro. Luís Montenegro, que participa no debate quinzenal, respondia desta forma ao líder socialista, José Luís Carneiro, que lhe perguntou se “está ou não disponivel para cumprir a palavra que deu por alturas da discussão do Orçamento, de um aumento extraordinário para as pensões mais baixas”. 

O primeiro-ministro rejeitou aumentos permanentes, mas, não se querendo comprometer para já, não descartou uma repetição do bónus, como aconteceu no ano passado, condicionando-a, porém, à saúde das contas públicas no verão: “Se houver condições pagaremos também este ano”, rematou, lembrando que “foi com este Governo que o complemento solidário para idosos  aumentou três vezes e vai continuar a aumentar e eliminámos a barreira de o rendimento dos filhos ser tido em consideração”. 

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Além do aumento para as pensões mais baixas, na sua intervenção o PS tinha já voltado à carga com o IVA zero para o cabaz alimentar. Carneiro sublinhou que os portugueses estão “a pagar mais 19 euros pelo cabaz alimentar” e falou na “insensibilidade” do Governo face ao facto de que em cada depósito de combustível, “ 45 euros são mesmo impostos”. “Está ou não disponivel para mesmo que transitoriamente possamos adotar o IVA Zero sobre o cabaz dos bens essenciais?”, questionou o líder socialista.

Na resposta, Montenegro acusou-o de ser “o mais chegano dos socialistas”, depois de já anteriormente ter dito a André Ventura que era  “o chegano mais socialista”. “A nossa visão é um pouco distinta. Temos a mesma sensibilidade perante as dificuldades que as pessoas e empresas sentem, mas visões diferentes de como as ultrapassar”, declarou. 

No que toca aos combustíveis, o primeiro-ministro lembrou o compromisso do Governo de que “quando houver uma oscilação superior a 10% face à semana de 2 de março nós devolvemos todo o aumento e esta não é uma medida de somenos”. 

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“Estamos a contribuir para mitigar o aumento dos preços no consumidor de uma forma generalizada, destacou Montenegro, lembrando que o nível de inflação ”ronda os 2,7%”, enquanto quando as medidas na altura do início da guerra da Ucrânia foram tomadas, “a inflação estava já nos 7%”. 

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