Passos Coelho apela à mobilização do país para economia mais produtiva
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho apelou esta quarta-feira à mobilização do país, sindicatos, empresas e Estado, para que a economia portuguesa seja mais produtiva, defendendo que é preciso "mudar de atitude".
Pedro Passos Coelho, que discursava na Feira do Livro de Lisboa, não quis falar aos jornalistas e deixou sem resposta o desafio que o secretário-geral e líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, lhe fez para, se quer assumir divergências, o fazer no congresso do partido de 20 e 21 de junho em Anadia: "Eu sei, eu li, eu li, mas não quero responder a isso".
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Na apresentação do livro "O que fazer e não fazer para ter sucesso", do gestor Ricardo Costa, o antigo presidente do PSD manifestou preocupação com a amplitude das perdas de emprego que os avanços tecnológicos vão provocar no futuro, e considerou que cabe aos decisores "ver como é que podem ajudar a reconverter, a incluir as pessoas, a torná-las úteis num paradigma diferente".
Passos Coelho referiu que hoje, "em dia de greve geral" convocada pela CGTP, foi conhecido um relatório da Comissão Europeia sobre o "problema crónico" da produtividade da economia portuguesa em comparação com outros países europeus. "Se é assim, não há milagres", comentou.
"Os desafios são muitos, não são sequer só os que são relacionados mais diretamente com as relações laborais, com a lei laboral e com a reforma laboral. Estão para além disso. Mas são desafios todos eles muito relevantes e que exigem do país inteiro uma mobilização muito grande, dos sindicatos, dos trabalhadores, das empresas e dos empregadores, do Estado", afirmou, a seguir.
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"Todos não serão demais para pôr em cima da mesa propostas de solução que tornem realmente a nossa economia -- ainda a velha economia, que está a mudar -- uma economia mais produtiva, mais competitiva, porque isso vai ajudar no processo de transição, vai-nos ajudar a crescer e a viver melhor, e sobretudo àqueles que são os mais jovens a ver que no país pode haver um futuro para eles", acrescentou.
O antigo primeiro-ministro defendeu que é preciso "mudar de atitude", falando em termos gerais, mas incluindo "quem está no Governo" e também à frente de empresas e de organizações, e "procurar sempre o que há de melhor nos outros para que eles nos possam retribuir com o melhor que têm".
Segundo Passos Coelho, o livro de Ricardo Costa, gestor e empresário de Braga, não se centra apenas no sucesso do ponto de vista dos resultados materiais, mas também na "filosofia ética, moral, que devem conduzir essas decisões", e é um contributo que "ajuda a mudar de atitude".
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Neste contexto, o antigo presidente do PSD salientou a importância das escolhas sucessivas que cada um vai fazendo. "Todos nós podemos ser melhores pessoas, melhores profissionais, melhores líderes, melhores gestores, melhores trabalhadores", declarou.
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