Portas: “Economia está a dar sinais de recuperação”

Vice-primeiro-ministro reitera que a economia portuguesa está a dar sinais positivos, realçando o impacto no desemprego e desempenho das empresas.
25 de Setembro de 2013 às 09:05

Paulo Portas voltou a esta terça-feira a realçar os dados positivos mais recentes em relação à economia portuguesa, reiterando um discurso já proferido nos últimos dias.

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Numa acção e campanha onde esteve lado a lado com o primeiro-ministro, na candidatura de Pedro Pinto à Câmara de Sintra, Portas foi questionado pelos jornalistas sobre a hipótese de um segundo resgate a Portugal e sobre dos dados de execução orçamental revelados esta terça-feira.

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Segundo a TSF, o vice-primeiro-ministro foi vago na resposta, afirmando apenas que “como clima geral, acho obviamente que a economia está a dar sinais de recuperação e isso é muito bom sobretudo para quem está desempregado e sobretudo para as empresas que estão em dificuldades”.

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Na semana passada o presidente do CDS-PP tinha afirmado que a economia portuguesa já saiu do fundo e que a questão agora é saber a que ritmo vai crescer, de forma a garantir riqueza e emprego.

 

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"Depois daquele resgate, a nossa economia bateu no fundo, (...) já saímos do fundo, estamos a começar a subir a escada", salientou Paulo Portas na quinta-feira em Alvaiázere, acrescentando que "a questão está agora em saber com que velocidade é que" Portugal "vai voltar a crescer e ser uma economia geradora de riqueza e de emprego".

 

Com os dados da execução orçamental até Agosto, o Governo considerou ontem que atingirá as metas orçamentais assumidas com a troika tanto para Setembro, como para o final do ano. Do lado das receitas, o IRS e IRC estão a apresentar um bom desempenho, com a pressão a chegar do encaixe com IVA e contribuições sociais – estas últimas penalizadas pelo adiamento do pagamento do subsídio de férias da função para Novembro. Do lado da despesa, os juros e o adiamento do pagamento de um salário para Novembro estão a ajudar.

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Segundo a DGO, o défice das Administrações Públicas (Administração central, Segurança Social, e Administrações Local e Regional) baixou de 5.644 milhões de euros em Julho para 5.457 milhões em Agosto, uma redução de 187 milhões de euros. Considerando os critérios adoptados pela troika, e que excluem a regularização de dívidas  e fundos de pensões, o saldo melhorou 577 milhões de euros face ao mês anterior, de 5.219 para 4.795 milhões de euros no final do mês passado. O objectivo assumido com a troika para o saldo das Administrações Pública no final de Setembro é de um défice de 7.300 milhões de euros.

 

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