Presidente da Liga diz que comandantes de bombeiros não devem comentar incêndios em curso

António Nunes manifestou-se contra a presença de comandantes de bombeiros a comentar na comunicação social incêndios ainda a decorrer, considerando que apenas deverão falar "como cidadãos".
Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, diz que comandantes devem falar apenas como 'cidadãos'.
Carlos Barroso / Medialivre
Lusa 31 de Maio de 2026 às 21:13

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, manifestou-se este domingo contra a presença de comandantes de bombeiros a comentar na comunicação social incêndios em curso, considerando que apenas deverão falar "como cidadãos".

Questionado sobre as declarações do secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, que afirmou que ninguém poderá ficar impune sobre eventuais declarações acerca dos meios de combate aos incêndios, o dirigente da Liga dos Bombeiros Portugueses negou que isso possa constituir uma 'lei da rolha'.

PUB

"É verdade que podem [falar], mas como cidadãos e, portanto, não podem interpretar ou fazer afirmações de princípio porque eles não representam os órgãos representativos dos bombeiros", defendeu António Nunes, em declarações aos jornalistas à margem do Dia Nacional dos Bombeiros, que decorreu em Paredes, no distrito do Porto.

Igualmente questionado sobre o tema, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, defendeu que não "pode andar cada um por si a falar".

"O que ele [secretário de Estado da Proteção Civil] disse, precisamente, é que quem vai para o terreno e, sobretudo, vai dar apoio, não pode dizer quando chega ao local que não tem um objetivo definido para poder intervir", afirmou Luís Neves, assegurando que "não há 'lei da rolha' nenhuma"

PUB

"Há liberdade, as pessoas podem falar. O que eu entendo é que, e volto a dizer, em momentos próprios, há locais próprios para se fazer a crítica. E essa crítica, naturalmente, tem que ser transparente, tem que ser compreensível por tudo", salientou.

Ainda segundo o ministro da Administração Interna, "em momentos de crise, em momentos de stress, o que interessa é a união e não, de facto, comunicações que possam pôr em causa o trabalho coletivo".

Pub
Pub
Pub