"O País encontra-se à beira da bancarrota"

Catroga escreve quinta carta a Silva Pereira, repudiando as críticas do ministro e queixando-se da falta das respostas do Governo às exigências de informação do PSD para negociar. Mas assegura que o partido de Passos Coelho "vai assumir as suas responsabilidades".
Negócios 02 de Maio de 2011 às 20:03

A carta foi enviada esta tarde pelo representante do PSD nas negociações com a troika FMI/UE/BCE ao ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira.

Na missiva, que Catroga sublinha ser já a quinta, o social-democrata critica a falta de resposta aos pedidos de informação que foram feitos ao Governo nas cartas anteriores, no sentido de promover um acordo para o pedido de empréstimo externo.

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O PSD, recorde-se, pediu dados "sobre a real situação das contas públicas, tanto do sector público administrativo (SPA), como do sector empresarial do Estado (SEE), como dos efeitos orçamentais do contágio dos elevados compromissos assumidos pelo Governo (nos últimos anos e meses) relativamente aos contratos de parceria público-privados e concessões (PPPC); e também os ligados com a necessidade do Estado, enquanto accionista, reforçar o capital social das suas empresas, algumas delas tecnicamente em situação de pré-insolvência". Além disso, foi solicitada a informação técnica dada pelo Governo à Missão externa e as suas análises intermédias.

"Senhor Ministro", escreve hoje Catroga, "estamos a 2 de Maio e o PSD não recebeu a devida informação. A responsabilidade pelo facto tem de ser imputada ao Governo, e só ao Governo."

"Apesar do nosso insuficiente acompanhamento, pelas razões expostas, de todo o processo", conclui Eduardo Catroga, "o PSD não deixará de assumir as suas responsabilidades em defesa dos superiores interesses de Portugal."

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Repudio e transparência

A carte responde também às críticas de Pedro Silva Pereira, que acusou o PSD de revelar aos jornais as cartas enviadas ao Governo. Eduardo Catroga considera que são "considerações de ordem política que o PSD repudia."

Segundo Catroga, Pedro Passos Coelho esclereceu José Sócrates na sua primeira reunião sobre as negociações que "o PSD iria ser totalmente transparente com os portugueses relativamente às suas posições no processo de negociação da responsabilidade do Governo. Daí a divulgação pública das nossas cartas". Aliás, "entendemos, ao contrário de V. Exa, que a transparência corresponde ao superior interesse nacional e não a opacidade que tem caracterizado a actuação do Governo".

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