Medina quer mudar Lei das Finanças Locais por causa do empréstimo do BEI
A análise da capacidade de endividamento de um município não deve ser feita no momento da contratualização de um novo empréstimo, mas sim no momento do desembolso. É esta a proposta de alteração que a Câmara de Lisboa vai apresentar à Lei das Finanças Locais, depois de o Tribunal de Contas ter chumbado um empréstimo de 100 milhões de euros que a autarquia se preparava para contrair junto do Banco Europeu de Investimento (BEI), refere o Público nesta quarta-feira, 15 de Março.
PUB
Tal como o Negócios noticiou, o município aprovou a contratação de um empréstimo até 100 milhões de euros em Outubro do ano passado. Porém, quando submeteu o contrato ao visto do Tribunal de Contas, este devolveu-o com 27 pedidos de esclarecimento e clarificação. Depois da resposta da autarquia, o tribunal voltou a devolver o contrato no início do mês passado, continuando a exigir um conjunto de esclarecimentos ao município.
PUB
Em concreto, o Tribunal de Contas pedia à câmara que provasse que o montante de 63,2 milhões de euros, a utilizar em 2017 (e que é parte dos já referidos 100 milhões) estava dentro da capacidade de endividamento para este ano. A câmara de Lisboa decidiu então baixar o valor do empréstimo e, em vez do valor inicial de 100 milhões, Lisboa vai agora receber apenas 51 milhões do BEI.
PUB
Medina considera que a legislação actual "não tem sentido" e o executivo quer ajustá-la "à norma europeia", escreve o Público.
Saber mais sobre...
Saber mais Câmara de Lisboa Tribunal de Contas BEI Lei das Finanças Locais Banco Europeu de Investimento Fernando MedinaNão nos tomem por tolos, sff
Depois da tempestade
Mais lidas
O Negócios recomenda