Autarquias Receitas da Câmara de Lisboa cresceram 78 milhões em 2017

Receitas da Câmara de Lisboa cresceram 78 milhões em 2017

A Assembleia Municipal da autarquia lisboeta vai apreciar esta terça-feira as contas da câmara da capital que, em 2017, registou um aumento das receitas no valor de 78 milhões de euros.
Receitas da Câmara de Lisboa cresceram 78 milhões em 2017
Bruno Simões/Negócios
Lusa 15 de maio de 2018 às 10:04

A Assembleia Municipal de Lisboa vai apreciar hoje o relatório de gestão e as demonstrações financeiras do município relativas a 2017, que registaram um aumento de receitas na ordem dos 78 milhões de euros face a 2016.

Em 26 de Abril, o relatório de gestão e as demonstrações financeiras do município de Lisboa de 2017 foram aprovadas em reunião de Câmara com os votos contra dos vereadores do PSD, CDS-PP e PCP, e os votos favoráveis do PS e do BE (que estabeleceram um acordo de governação da cidade) e vereadores do movimento Cidadãos por Lisboa (eleitos nas listas socialistas).

O município de Lisboa, liderado pelo socialista Fernando Medina, registou um aumento das receitas de 78 milhões de euros (12,2%) face a 2016 (quando arrecadou 640 milhões de euros), tendo encaixado 718 milhões no ano passado.

Quanto a impostos e taxas, a Câmara de Lisboa recebeu mais 79,5 milhões de euros (17,2%), valor justificado pelo aumento de actividade no mercado imobiliário.

Em 2016, a Câmara havia arrecadado 463,6 milhões de euros e em 2017 o valor subiu para os 543,1 milhões.

Aqui incluiu-se um aumento de 48 milhões com o Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis (IMT), mais 15 milhões de euros com a Derrama Municipal e 12 milhões com outros impostos, taxas e serviços.

Já quanto ao Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI), a Câmara de Lisboa encaixou 116 milhões em 2017, o que representa um aumento de 6,3 milhões face a 2016.

Na rubrica das receitas cabem também os 18,5 milhões de euros de Taxa Municipal Turística (mais 6,1 milhões do que em 2016), naquele que foi o primeiro ano em que a cobrança foi feita por todos os operadores envolvidos e durante os 12 meses.

Por outro lado, a Câmara Municipal de Lisboa terminou 2017 com um passivo de 1.066 milhões de euros, menos 63 milhões do que em 2016, o que representou uma descida de 5,6%.

Quanto à dívida legal, foi reduzida de 560 milhões de euros (em 2016), para 472 milhões no final de 2017, o que constitui uma redução de 88 milhões de euros (15,7%).

Relativamente às contas das empresas municipais, o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) total foi de 18 milhões de euros no ano passado. Em 2007, era de 15 milhões de euros negativos.

A Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) teve um resultado de quatro milhões de euros, ao passo que a empresa municipal encarregue da animação cultural (EGEAC) registou um milhão de euros.

A empresa que faz a gestão do arrendamento social em bairros municipais de Lisboa (Gebalis) também teve um EBITDA de um milhão de euros e a rodoviária Carris, que passou em Fevereiro do ano passado para a gestão municipal, registou 12 milhões de euros.




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