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Benefício fiscal leva lucro da Meta a disparar. Maior investimento em IA penaliza ações

O resultado líquido da dona do Facebook acelerou mais de 60% no primeiro trimestre do ano. Um benefício fiscal nos EUA de oito mil milhões de dólares ajudou a puxar pelos lucros, mas a revisão em alta do investimento está a fazer com que as ações afundem 7%.

Mark Zuckerberg, presidente executivo (CEO) da Meta
Mark Zuckerberg, presidente executivo (CEO) da Meta Jeff Chiu / Associated Press
21:40

A dona do Facebook fechou o primeiro trimestre de 2026 com uma surpresa agradável: um benefício fiscal nos EUA de oito mil milhões de dólares que levou o seu resultado líquido a ficar bastante acima das expectativas dos analistas. Entre janeiro e março deste ano, a Meta viu os seus lucros dispararem 61% para 26,8 mil milhões de dólares, contra as estimativas de mercado que apontavam para apenas 17,2 mil milhões - uma vez que os especialistas não anteciparam esta benesse. 

As receitas da gigante tecnológica liderada por Mark Zuckerberg aceleraram 33% para 56,3 mil milhões de dólares no primeiro trimestre, contra os 42,3 mil milhões registados no período homólogo. No entanto, a revisão em alta do nível de investimento, com a grande fatia a ir para o desenvolvimento da inteligência artificial (IA), não está a convencer os investidores, levando as ações da empresa a afundarem mais de 7% no mercado "after hours". 

A empresa, que também é dona do Instagram e do WhatsApp, prevê que as suas despesas de capital atinjam os 145 mil milhões de dólares em 2026  , acima dos 125 mil milhões estimados no relatório de contas anterior. De acordo com a diretora financeira da Meta, Susan Li, a tecnológica está a enfrentar "preços mais elevados dos componentes" e também gastos adicionais com centros de dados. 

Para compensar a grande subida no investimento com IA, a Meta está a "apertar o cinto" e anunciou na semana passada que iria reduzir a sua força laboral em oito mil pessoas, além de ter suspendido a contratação de outras seis mil. A empresa já tinha realizado outros cortes, mais limitados, no início deste ano, que afetaram não só a divisão de hardware como outras equipas da empresa.

Pela primeira vez desde que a Meta começou a disponibilizar dados relativos ao número de pessoas ativas por dia nas suas redes sociais, o indicador acabou por registar uma ligeira quebra para 3,56 mil milhões de utilizadores. A empresa justifica a queda com as disrupções causadas no acesso à internet por causa da guerra no Irão, bem como as restrições impostas pela Rússia no acesso dos seus cidadãos ao WhatsApp. 

Esta quarta-feira, quatro grandes tecnológicas - Microsoft, Meta, Alphabet e Amazon - apresentaram resultados ao mercado. Entre as cotadas que fazem parte do grupo das Sete Magníficas, fica só a faltar conhecer as contas da Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo, depois de a Tesla ter dado o pontapé de saída à época de resultados na semana passada.

(Notícia atualizada às 22h04)

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