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Norte quer isenção de portagens para "desconfinar" turistas galegos

Os municípios luso-galaicos pedem medida temporária nas SCUT fronteiriças para estimular turismo e escrevem a António Costa para coordenar investimentos pós-covid com Pedro Sánchez e evitar “duplicações” na euro-região.

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Ricardo Meireles
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 03 de Junho de 2020 às 11:01
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O Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, uma estrutura que engloba 34 cidades do Norte de Portugal e da Galiza, pede ao Governo português a aprovação da isenção de portagens nas antigas SCUT localizadas nas zonas fronteiriças.

 

O atual líder desta associação luso-galaica de municípios, Ricardo Rio, argumenta que esta é uma "medida de apoio à recuperação dos turistas vindos de Espanha que, sobretudo no Norte, representa o principal mercado turístico com um volume significativo económico para as cidades" da região.

 

Esta proposta para estimular o regresso dos espanhóis na fase de desconfinamento, a aplicar "pelo menos temporariamente", foi aprovada na última reunião da comissão executiva e sugerida ao Executivo socialista numa carta enviada pelo também autarca de Braga (PSD) ao ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

Esta terça-feira, 2 de junho, a secretária de Estado do Turismo, Rita Batista Marques, disse que "os resultados do combate à pandemia na esfera da saúde pública ajudaram e estão a ajudar a que Portugal tenha uma projeção internacional interessante como destino turístico seguro".

Ainda assim, falando na webconferência PME no Radar, organizada pelo Negócios, a responsável política referiu que para este ano "a grande aposta é o turismo interno, que em 2019 representou 30% das dormidas, e poderá ajudar a que 2020 não seja um ano completamente perdido".

 

Coordenar investimentos com Madrid

Numa outra missiva com a data de 2 de junho, remetida ao primeiro-ministro, António Costa, o Eixo Atlântico lembra o "papel determinante" das Câmaras no combate à covid-19 e manifesta a "necessidade de contar com a participação dos municípios na gestão da recuperação e na atribuição e programação dos fundos europeus destinados a tal fim".

 

"Embora os fundos sociais de caráter paliativo sejam neste momento imprescindíveis, (…) preocupa-nos que os fundos para a recuperação sejam maioritariamente destinados a subsidiar, em detrimento do investimento produtivo que gera atividade económica. (…) Parte maioritária [devem ser] destinados a trabalhadores independentes e pequenos empresários ou cooperativas, que têm um peso importante na economia das nossas cidades", lê-se na carta.

 

Lembrando a interligação económica e social na euroregião Galiza – Norte de Portugal, Ricardo Rio e a vice-presidente do Eixo Atlântico, Lara Méndez (autarca de Lugo) pedem ainda aos governos dos dois países que coordenarem os investimentos para "otimizar a eficiência dos fundos, evitando cair em sobreposições e duplicações que impediriam o aproveitamento para uma verdadeira reconstrução económica".

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