Consumidores da Zona Euro arrancam o ano ligeiramente mais otimistas
Os consumidores da Zona Euro estão ligeiramente mais otimistas em relação à evolução da atividade económica nos próximos meses. É o que indica a estimativa rápida do indicador de confiança dos consumidores, divulgada esta quinta-feira pela Comissão Europeia, depois de a forte incerteza no contexto internacional ter ditado uma quebra um maior pessimismo dos europeus no conjunto do ano passado.
Os dados preliminares da direção-geral dos assuntos económicos (DG ECFIN) da Comissão Europeia indicam que, em janeiro, o indicador de confiança dos consumidores da Zona Euro aumentou oito décimas face ao mês de dezembro, para -12,4 pontos. Como o valor é negativo, isso significa que a maioria dos consumidores europeus continuam a estar pessimistas em relação ao futuro, mas o saldo das respostas aos inquéritos da Comissão Europeia é agora ligeiramente menos negativo do que em dezembro.
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Apesar dessa melhoria, a confiança dos consumidores dos países da moeda única "continua abaixo da média de longo prazo", que ronda os -10 pontos. O indicador da DG ECFIN é medido numa escala de -100 (confiança muito baixa) a 100 (confiança muito alta), em que 0 é o valor intermédio que marca a "fronteira" entre pessimismo e otimismo.
Nos últimos dois meses de 2025, a confiança dos consumidores da Zona Euro tinha caído. É de notar que, com a adesão da Bulgária à moeda única no início de 2026, esta é a primeira vez que esta estimativa considera também as respostas dos consumidores búlgaros. Por essa razão, os resultados anteriores foram "ligeiramente revistos" para refletir melhor o novo equilíbrio de forças na Zona Euro, nomeadamente com a atualização da ponderação de cada país na medição da confiança dos consumidores.
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Considerando os consumidores dos 27 Estados-membros, verifica-se que o indicador de confiança conjunto também melhorou. No primeiro mês do ano, o indicador da União Europeia (UE) subiu também oito décimas, fixando-se em -11,7 pontos. O valor fica também abaixo da média histórica.
O indicador de confiança dos consumidores é calculado considerados os saldos das respostas dos consumidores a quatro questões: se a situação financeira do agregado melhorou nos últimos 12 meses e qual a expectativa para os próximos 12; como avaliam a situação económica geral do país; e se pretendem gastar mais ou menos dinheiro em compras importantes (nomeadamente bens duradouros) nos próximos meses. Neste caso, o inquérito foi feito entre os dias 1 e 21 de janeiro.
Por ser uma estimativa rápida, os dados agora divulgados ainda não permitem perceber como evoluiu o indicador de confiança dos consumidores em cada um dos Estados-membros no arranque do ano. Também por isso, ainda não é possível analisar a confiança das empresas, pelos quatro principais setores de atividade (indústria, construção, comércio e serviços).
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Em Portugal, os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que os consumidores terminaram o ano de 2025 mais otimistas, ao passo que as empresas ligadas aos setores da indústria, construção e comércio) terminaram o ano mais pessimistas.
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