Inflação da Zona Euro acelera para 3,2% em maio com energia sem dar tréguas
A variação homóloga da taxa de inflação da Zona Euro terá acelerado para 3,2% em maio, segundo a estimativa rápida do Eurostat divulgada esta terça-feira. O valor compara com uma taxa de 3% registada em abril. A subida dos preços da energia, impulsionada pela escalada nos combustíveis devido à guerra no Irão, continuou a puxar pelos preços, apesar de se ter verificado um alívio no caso dos alimentos.
Entre as quatro grandes componentes do índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC), a energia foi a que variação homóloga mais elevada em maio. O IHPC relativo aos produtos energéticos, que no início do ano estava em valores negativos, terá acelerado mais ligeiramente em março, passando de 10,8% para 10,9%. Esta é a aceleração mais lenta desde o início da guerra no Irão, que pôs os preços da energia em alta, devido aos constrangimentos no estreito de Ormuz – via marítima por onde passa 20% do petróleo e gás consumido em todo o mundo – que conduziram a uma escalada nos preços dos combustíveis.
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Essa aceleração menos a pique nos preços da energia acontece depois de o preço do petróleo nos mercados ter caído perante a possibilidade de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão. Como resultado, os consumidores europeus sentiram um alívio na carteira na ida às bombas de gasolina nas últimas semanas do mês de maio. Porém, ainda não foi alcançado qualquer acordo de paz.
Além do IHPC da energia, também o IHPC dos serviços e dos bens industriais não-energéticos aqueceu em maio. Segundo a estimativa rápida do Eurostat, o IHPC dos serviços passou de 3% para 3,5% em maio e o IHPC dos bens industriais não-energéticos passou de 0,8% para 0,9%.
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Em sentido contrário, houve um alívio na subida de preços dos alimentos. O índice relativo aos alimentos, álcool e tabaco terá aliviado quatro décimas em maio, passando de 2,4% para 2% em maio. Essa evolução prolonga a trajetória que já vinha a registarem-se em meses anteriores, antes de os preços dos alimentos na Zona Euro estagnarem em abril.
A inflação subjacente da Zona Euro – que exclui os produtos que estão mais sujeitos a grandes variações de preços (produtos energéticos e alimentos, álcool e tabaco) – terá acelerado também, passando de 2,2% para 2,5% em maio. Esta foi a primeira aceleração da chamada "inflação crítica" desde o início da guerra, o que significa que a forte subida dos preços na energia já está a "contagiar" os produtos com preços mais voláteis, como é o caso da saúde e educação.
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Entre os 21 países da Zona Euro, a variação homóloga do IHPC terá acelerado na esmagadora maioria dos países, com exceção de oito países onde se verificou uma desaceleração. Portugal foi um dos países onde o IHPC terá desacelerado, tendo passado de 3,3% para 3,1% em maio, segundo a estimativa rápida do Eurostat. Além de Portugal, verificou-se um alívio nos preços também na Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, Irlanda, Eslováquia, Malta e Croácia.
As variações homólogas da taxa de inflação mais elevadas foram registadas na Bulgária (6,3%), Lituânia (5,1%) e Grécia (5%). Em sentido contrário, as taxas de inflação mais baixas foram observadas na Malta (2,1%), Alemanha (2,7%) e França (2,8%).
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(notícia atualizada às 11:07)
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