É no Ave e Alto Minho que as empresas mais exportam
No mais recente retrato territorial de Portugal, o INE apresenta dados sobre a inclinação exportadora das empresas portuguesas, divididos por região. Intensidade tecnológica caiu substancialmente.
Em 2013, as empresas portuguesas exportavam, em média, 21% do seu volume de negócio. No entanto, nem todas vendem a mesma proporção ao exterior. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o Norte do País é mais activo, com destaque para o Ave e o Alto Minho. Nessas duas regiões, as empresas exportam em média mais de 35% do seu volume de negócio.
"Ao nível regional, a quota do mercado externo em 2013 foi mais relevante no Norte (26%), Alentejo (24%) e Centro (23%)", pode ler-se no destaque publicado hoje, 31 de Julho, pelo INE. "O retrato territorial, ao nível das sub-regiões NUTS III, da proporção de vendas e prestações de serviços para o mercado externo revela maior importância do mercado internacional para as sociedades sedeadas nas sub-regiões Ave, Alto Minho e Tâmega e Sousa, no Norte, bem como na Região de Aveiro e nas sub-regiões do Alentejo Litoral e do Baixo Alentejo (quotas superiores a 30% do volume de negócios total das sociedades sedeadas nas respectivas subregiões)."
Do lado oposto do espectro, surgem as regiões com um ímpeto exportador muito inferior, como Açores, Madeira, Algarve e Douro, onde as exportações têm um peso pouco acima dos 5% do volume de negócio das empresas.
"Face a 2010 registou-se um crescimento no valor das vendas e prestações de serviços orientado para o exterior em praticamente todas as regiões NUTS II, situação que contrastava com a tendência geral de diminuição no volume de negócios das sociedades", acrescenta o INE.
Ainda no capítulo das exportações, os números publicados pelo INE deixam outro alerta: a intensidade tecnológica diminuiu em quase todo o País no triénio 2012-2014, em comparação com o período 2005-2007. A percentagem de exportações de produtos de alta tecnologia passou de 7,1% para apenas 3,4%, cada vez mais longe da média comunitária de 15,5%.
Numa divisão por regiões, apenas o Algarve e os Açores viram a sua intensidade exportadora aumentar, com o Norte a sofrer a maior contracção (de cerca de 13% para 3,6%). Actualmente, a Madeira tem o rácio mais elevado do País: 7,6%.