Conjuntura Indicador da OCDE para a economia portuguesa recupera pelo quinto mês consecutivo

Indicador da OCDE para a economia portuguesa recupera pelo quinto mês consecutivo

O indicador da OCDE para a economia portuguesa recuperou em setembro, tal como tinha acontecido nos quatro meses anteriores. Continua em máximos de janeiro deste ano.
Tiago Varzim 12 de novembro de 2019 às 12:22
Confirma-se a antecipação da recuperação da economia portuguesa captada pelo indicador da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE). O valor para Portugal fixou-se nos 98,94 pontos, um máximo de janeiro deste ano, segundo os dados divulgados esta terça-feira, 12 de novembro.

O indicador compósito da OCDE para a economia portuguesa, que foi desenhado para detetar pontos de viragem nos ciclos económicos entre seis a nove meses, está a recuperar há cinco meses consecutivos. 

Contudo, mantém-se abaixo dos 100 pontos, o limiar que separa o estado de aceleração das economias e o estado de desaceleração. Ou seja, o indicador da OCDE continua a antecipar desaceleração para Portugal nos próximos seis a nove meses, mas essa tendência de travagem passou a ser menos acentuada. 

O crescimento do PIB português deverá desacelerar em 2019 face ao ano anterior, mas menos do que o esperado anteriormente. Ainda na semana passada a Comissão Europeia reviu em alta a previsão para 2%. Contudo, as perspetivas para 2020 continuam a ser de uma travagem significativa, apontando-se para um crescimento de 1,7%. 

Com estas subidas no indicador da OCDE, Portugal passou a registar um valor superior ao de Espanha (98,51 pontos), que continua em queda. O indicador para a economia espanhola está em mínimos de julho de 2013. O indicador para a economia portuguesa já esteve em mínimos de janeiro de 2013, mas recuperou.

Já em relação à média da Zona Euro, Portugal figura ligeiramente abaixo. O indicador da economia da Zona Euro desceu para os 99 pontos, atingindo um mínimo de 2013. Em todos os meses deste ano, o indicador para a Zona Euro baixou consecutivamente.

Mas aqui há boas notícias. A OCDE escreve que o crescimento continuará dinâmico em França, tal como tem ocorrido nos meses anteriores, e a este país europeu juntar-se-à Itália, que esteve recentemente em recessão técnica. Além disso, "há sinais semelhantes" de crescimento na Zona Euro como um todo nos próximos seis a nove meses.

A desaceleração económica deverá continuar a marcar passo na Alemanha, a maior economia da Zona Euro, e agora também no Reino Unido, ainda que a OCDE considere que a previsão está rodeada de muita incerteza por causa do Brexit.



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