Conjuntura Quebra na produção industrial da Alemanha reforça cenário de recessão

Quebra na produção industrial da Alemanha reforça cenário de recessão

A queda acima do esperado da produção industrial alemã em junho faz com que no primeiro semestre se tenha registado a maior queda em quase 10 anos. Menor procura global e tensão comercial explicam comportamento do setor industrial germânico.
Quebra na produção industrial da Alemanha reforça cenário de recessão
Michele Tantussi
David Santiago 07 de agosto de 2019 às 12:53

Há mais um dado preocupante para a economia da Alemanha e consequentemente para o conjunto da Zona Euro. Em junho, a produção industrial alemã recuou 1,5%, uma quebra bastante superior aos 0,4% antecipados pelos analistas consultados pela agência Reuters.

Os dados divulgados esta quarta-feira, 7 de agosto, pelo instituto oficial de estatísticas da Alemanha mostra ainda que até junho a produção do setor industrial alemão caiu 5,2%, o maior recuo em quase 10 anos.

Já no conjunto do segundo trimestre, a produção industrial na Alemanha caiu 1,8%, sendo que as quebras mais acentuadas foram registadas na produção de metal, maquinarias e automóveis.

Por outro lado, depois de o setor da construção ter sido determinante para a evolução da economia alemã em 2018, no segundo trimestre a produção na construção caiu 1,1%.

A queda superior ao esperado observada em junho deveu-se sobretudo à quebra na produção de bens intermédios e de capital, no que a Reuters considera ser um sinal que reforça a possibilidade de a economia germânica ter contraído no segundo trimestre.

A ter acontecido esta contração, será a confirmação do impacto da disputa comercial EUA-China, e respetivos efeitos para o acentuar do arrefecimento da economia global, para o setor exportador alemão, desde logo porque tanto os Estados Unidos como a China representam dois dos principais destinos das exportações germânicas.

O governo alemão projeta um crescimento de 0,5% do PIB em 2019, para depois acelerar para uma expansão de 1,5% em 2020. No entanto, o banco central alemão (Bundesbank) estima que entre abril e junho o produto germânico tenha contraído.

 




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