Recessão acabou mas a retoma ainda não chegou
O pacote de austeridade, a estabilidade política e financeira e a Zona Euro são os principais riscos para a economia portuguesa que, no segundo trimeste, terá interrompido dez trimestres de recessão. É a primeira vez que Portugal cresce desde que Pedro Passos Coelho chegou a São Bento.
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Após dez trimestres consecutivos de recuos, o INE deverá dar hoje conta de um crescimento da economia portuguesa face aos primeiros três meses do ano. A concretizar-se a previsão, será a primeira vez que tal acontece desde o final 2010, ainda antes de Pedro Passos Coelho formar Governo. A boa nova chega, no entanto, acompanhada de perspectivas menos animadoras que o desejado: segundo a maioria das estimativas conhecidas, os portugueses têm agora pela frente uma recuperação lenta, que nos primeiros tempos se traduzirá na estabilização da actividade em mínimos de mais de uma década e sem criação de emprego significativa.