Covid-19: DGS admite estabilização da curva epidemiológica, mas afasta abrandamento de medidas

A diretora-geral da Saúde admitiu hoje que os dados mais recentes sobre o número de novas infeções pelo novo coronavírus possam traduzir uma estabilização da curva epidemiológica, mas alertou que isso não pode justificar abrandamento de medidas.
Lusa 08 de Abril de 2020 às 14:58

Na conferência de imprensa diária sobre a pandemia da covid-19 em Portugal, Graça Freitas afirmou que os últimos números permitem assumir alguma estabilidade nas curvas epidemiológicas real e projetada, aconselhando, no entanto, cautela na interpretação dos dados para que o abrandamento de algumas medidas de combate à pandemia não seja precipitado.

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"Sabemos que se abrandarmos as medidas que estão a permitir esta estabilidade da cuva, a curva poderá voltar a subir, por isso temos que ser cautelosos na interpretação dos dados reais e nas projeções", sublinhou a diretora-geral.  

Segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registam-se em Portugal 380 mortes provocadas pela covid-19, mais 35 do que na véspera (+10,1%), e 13.141 casos confirmados de infeção, o que representa um aumento de 699 em relação a terça-feira (+5,6%).

Dos infetados, 1.211 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 196 doentes que já recuperaram.

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Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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