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Economia sueca "não confinada" cresce no primeiro trimestre

A Suécia tornou-se um caso de estudo na Europa depois de ter decidido não implementar as mesmas medidas de isolamento social que os restantes países. O primeiro trimestre mostra vantagem em termos económicos, embora a taxa de mortalidade deste país nórdico seja de momento a mais elevada em todo o mundo.

Casper Hedberg
Negócios jng@negocios.pt 29 de Maio de 2020 às 15:15
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O gabinete de estatísticas sueco reportou esta sexta-feira que o produto interno bruto (PIB) do país cresceu 0,4%, em termos homólogos, durante o primeiro trimestre. Este crescimento contrasta com os números dececionantes da restante Europa, e acontece depois de a Suécia se ter distinguido por não implementar medidas de confinamento.

Em comparação com os três meses anteriores, o crescimento do PIB foi de 0,1%. Um número que contrasta com a previsão dos analistas da Reuters, que apontavam uma contração de 0,6%.

O crescimento da economia acontece ao mesmo tempo que a Suécia também se afirma como o país com a maior taxa de mortalidade decorrente do novo coronavírus em todo o mundo. Neste país, o Governo recomendou aos trabalhadores que pudessem trabalhar a partir de casa que o fizessem, mas permitiu que os negócios continuassem a atividade normal. A escola também continuou com normalidade para os alunos até aos 16 anos.

O governo sueco tem realçado que a sua estratégia não é a de colocar a economia à frente das vidas humanas, mas sim aplicar uma abordagem de imunidade coletiva que se pretende mais sustentável no combate a um vírus que poderá não desaparecer depressa.

O maior impacto económico deverá, contudo, sentir-se no segundo trimestre do ano, uma vez que as medidas de isolamento só começaram a ser aplicadas em força no final de março.  

Segundo declarações feitas na semana passada pela ministra sueca das Finanças, Magdalena Andersson, a maior economia da Escandinávia registará este ano uma contração de 7%. E o departamento sueco responsável pela dívida do país revelou logo de seguida uma subida histórica, de 30 vezes, no endividamento para cobertura dos gastos de emergência. Isto num contexto de vastas perdas de emprego. E um estudo autónomo diz que 40% das empresas do setor dos serviços na Suécia receiam atualmente entrar em insolvência.

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