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FBI: Ciberataques da China equivalem à "maior transferência de riqueza da história humana"

O diretor do FBI diz que o "potencial dano económico às empresas americanas e à economia como um todo quase desafia os cálculos".

Yuri Gripas/Reuters
Negócios jng@negocios.pt 08 de Julho de 2020 às 13:26
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Os Estados Unidos endureceram as críticas à China, reiterando as acusações de espionagem e ataques informáticos, e de roubo de informações, inclusivamente relacionadas com o coronavírus.

Desta vez, as acusações chegaram da parte do diretor do FBI, Christopher Wray que, em declarações proferidas na terça-feira, disse que os ciberataques da China contra os Estados Unidos representam "uma das maiores transferências de riqueza da história humana".

"Não poderia haver mais em jogo, e o potencial dano económico às empresas americanas e à economia como um todo quase desafia os cálculos", disse Wray sobre o governo chinês durante um discurso no Instituto Hudson.

"Para atingir os seus objetivos e superar os Estados Unidos, a China reconhece que precisa dar um salto na tecnologia de ponta, mas a triste realidade é que, em vez de se envolver no trabalho árduo da inovação, a China rouba a propriedade intelectual americana e depois usa-a para concorrer contra as próprias empresas americanas que vitimou, cometendo, na verdade, uma dupla fraude", acrescentou.

Questionado sobre se os Estados Unidos tinham uma estimativa dos danos financeiros que o governo chinês provocou na economia americana, Wray disse não ter um número exato, sublinhando, porém, que "todos os números que vi são de tirar o fôlego".

"Confrontar essa ameaça de forma eficaz não significa que não devemos fazer negócios com os chineses, não significa que não devemos receber visitantes chineses, não significa que não devemos acolher estudantes chineses ou coexistir com a China no cenário mundial" explicou Wray. "Significa apenas que quando a China violar as nossas leis criminais e normas internacionais, não o toleraremos, e muito menos o permitiremos".

As palavras de Wray surgem depois de o secretário de Estado Mike Pompeo ter ameaçado proibir o TikTok, entre outras aplicações chinesas devido a preocupações de segurança nacional. Pompeo explicou numa entrevista na segunda-feira à Fox News que a administração Trump analisará a infraestrutura das aplicações chinesas, como fez com os gigantes das telecomunicações Huawei e ZTE.

Nas suas declarações, o diretor do FBI recordou o comunicado conjunto com a Agência de Cibersegurança, de maio, que dizia estarem a ser investigados ataques a organizações norte-americanas que conduzem pesquisas relacionadas à covid-19 por "atores cibernéticos afiliados à República Popular da China".

Segundo o comunicado, os hackers foram apanhados a tentar "identificar e obter ilegalmente propriedade intelectual valiosa" e dados de saúde pública relacionados à pesquisa sobre o coronavírus. "O possível roubo dessas informações compromete a entrega de opções de tratamento seguras, eficazes e eficientes", dizia o comunicado, citado pela CNBC.

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