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Risco de 2.ª vaga: França pede a empresas que comprem máscaras para 10 semanas

O risco de uma segunda vaga da pandemia de covid-19 leva o Eliseu a pedir às empresas que aprovisionem máscaras para os seus empregados suficientes para 10 semanas.

Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 01 de Julho de 2020 às 21:04
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O governo francês indicou esta quarta-feira que vai pedir às empresas que adquiram e aprovisionem máscaras suficientes para 10 semanas, para os seus empregados, para a eventualidade de uma segunda vaga da pandemia da covid-19.

"Estamos a preparar o início do ano letivo e existe o risco de re-circulação do vírus (...), vamos pedir às empresas que planeiem de forma a aprovisionarem máscaras para os seus empregados para um período de 10 semanas, com um 'lembrete' de que agora existem produtores de máscaras franceses", afirmou hoje Agnès Pannier-Runacher, secretária de Estado para a Economia, durante uma audição no Senado.

A governante, noticia a AFP, referiu que já assinou um despacho para esse efeito, que necessita ainda de ser assinado pela ministra do Trabalho, Muriel Pénicaud, e pelo ministro da Saúde, Olivier Véran.

O anúncio surgiu após uma questão sobre as empresas francesas que converteram as suas linhas de produção para fornecer máscaras durante o "pico" da pandemia e que agora sentem dificuldades em escoar os seus stocks.

Pannier-Runacher sublinhou que "se as empresas não tivessem começado a produzir máscaras, muitas delas teriam pedido insolvência, pois não tinham encomendas". "Esta produção salvou milhares de postos de trabalho e centenas de empresas", reforçou.
 

A secretária de Estado advertiu que algumas empresas arriscaram ao continuar a produzir máscaras em grandes quantidades sem que tivessem encomendas. Sem identificar a empresa, Pannier-Runacher aludiu a uma companhia com um stock de 20 milhões de máscaras descartáveis que foram produzidas "sem qualquer encomenda garantida".

No entanto, Agnès Pannier-Runacher também apelou à "responsabilidade" das comunidades e autoridades locais, assinalando que "algumas cancelaram as encomendas que tinham feito", colocando em sérias dificuldades os produtores destes equipamentos de proteção.

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