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Pandemia: Novembro negro em quase toda a Europa. Veja como evoluíram os casos e as mortes

A segunda vaga da pandemia atingiu em força a Europa em novembro. Já foram registados mais de seis milhões de novos casos e de 100 mil mortes. Veja nos mapas como evolui a situação em cada país.

Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 29 de Novembro de 2020 às 12:00
Apesar de numerosos países terem imposto restrições, mais ou menos rigorosas, em novembro, o número de infeções pelo coronavírus e de mortes devido à covid-19 aumentou significativamente em quase todos os paises europeus.

No continente, são já mais de 6,1 milhões de novos casos confirmados este mês e mais de 106 mil vítimas mortais da doença.

No entanto, existem grandes diferenças entre os diversos países, conforme se constata nos mapas mais abaixo.

Em 23 dos 43 países analisados o número de novos casos por 100 mil habitantes supera os mil, o que significa que mais de 1% da sua população foi infetada em novembro. E em três países - Andorra, Luxemburgo e Montenegro - os contágios atingiram mais de 2% da população.

Novos casos por população com maiores avanços no centro e leste
Os casos por 100 mil habitantes aumentaram mais durante este mês em vários países no centro e no leste da Europa.

Excluindo Andorra, que tem apenas 77 mil habitantes, as maiores subidas verificaram-se no Luxemburgo e Montenegro, com 2.427 e 2.506 casos por 100 mil residentes, respetivamente. Tratam-se de dois países com populações de quase a mesma dimensão, com perto de 630 mil habitantes.

No centro da Europa, Suíça e Áustria destacam-se ao registarem 1.887 e 1.759 casos por cada 100 mil residentes. 

Mais a leste, República Checa (1.644), Croácia (1.759), Eslovénia (1.781), Sérvia (1.685) e Polónia (1.569) apresentaram um elevado número de casos por 100 mil habitantes.



Alguns dos países mais atingidos pela pandemia em número de casos e mortes também contabilizaram mais de 1% da população infetada em novembro, como é o caso da França (1.218 casos por 100 mil habitantes), Itália (1.414), Bélgica (1.020) ou Suécia (1.100).

Portugal, com 1.435 casos por 100 mil habitantes situa-se num patamar intermédio, embora no primeiro terço em aumento de infeções.

Já países de grande dimensão como a Alemanha, Espanha ou Reino Unido registaram um avanço mais contido nos contágios. Na Alemanha o número situa-se em 576 casos por 100 mil habitantes, no país vizinho cifra-se em 829 e no Reino Unido é de 840.

Os valores mais baixo pertencem a países nórdicos. Assim, a Finlândia tem 145 casos por 100 mil habitantes, a Islândia 141 e a Noruega 280. 

A Irlanda, que impôs um severo confinamento, conseguiu que o número de contágios seja de apenas 201 por 100 mil habitantes.



Sete países com mais de 30 mortes por 100 mil habitantes
Em termos de mortalidade, existem sete países com mais de 30 mortes por 100 mil habitantes em novembro. E dois superam a fasquia dos 40 óbitos.

Atendendo à dimensão dos países, as situações mais preocupantes são na República Checa (com 4.595 mortes em novembro), Bélgica (4.229), 

A República Checa, com 42,9 mortes por 100 mil habitantes, é o país com a pior situação, seguida de perto pela Bósnia-Herzegovina, com 40,5 mortes por centena de milhar de residentes.

Ainda acima do patamar dos 30 falecimentos por 100 mil pessoas encontram-se a Bélgica (36,5), Bulgária (35,3), Macedónia (33,4), Liechtenstein (31,5) e Eslovénia (31,1).

Alguns dos países de maior dimensão também apresentam um número significativo de óbitos por 100 mil habitantes. São os casos de França (23,1 mortes), Suíça (25,4), Hungria (27,9), Itália (25,7) e Polónia (29).

Aliás, Itália é o país europeu com mais vítimas mortais da pandemia em novembro: 15.537. Seguem-se França, com 15.108, Reino Unido, com 11.313, a Polónia, com 10.963, e Espanha, com 8.411.

Por comparação, a Alemanha, o país mais populoso, regista 5.435 vítimas mortais este mês.

Portugal apresenta um valor de 17,8 mortes por 100 mil habitantes, para um total de 1.819 óbitos devido à doença em novembro.

Noruega e Finlândia contabilizam menos de uma morte por 100 mil residentes. Também com valores reduzidos surgem países como Andorra, Bielorrússia, Dinamarca, Estónia, Irlanda e Islândia.
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