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Pilotos afastam-se da greve geral. "Não parece ter o 'timing' mais adequado"

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil escolheu não juntar-se à greve, indo em sentido contrário aos movimentos do SNPVAC e do SITAVA. Paralisação dos tripulantes bloqueia 500 voos.

Os associados do SPAC votaram contra a adesão à greve geral.
Os associados do SPAC votaram contra a adesão à greve geral. D.R.
12:56

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) escolheu não aderir à greve geral marcada para 3 de junho. A votação foi efetuada em assembleia-geral da estrutura sindical na semana passada, sabe o Negócios, tendo contado com o chumbo pela maioria dos associados. 

Em declarações à Lusa, o presidente do SPAC, Hélder Santinhos, justificou o afastamento a esta greve, à qual o Sindicato Nacional de Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) já se juntou. "A primeira greve geral foi oportuna. Marcámos uma posição, tanto os pilotos como os trabalhadores de todo o país, contra o pacote laboral", com Hélder Santinhos a referir que esta paralisação "não parece ter o 'timing' mais adequado". 

Ainda assim, o representante do SPAC explicou que, apesar de não se juntarem, "as alterações que fizeram no pacote laboral não parecem suficientes para que possamos concordar" com o documento.

O sindicato dos tripulantes assumiu a realização da greve na semana passada, apontando o , sendo que há turnos do dia anterior e do dia seguinte que podem ser afetados. "São cerca de 500 voos que estão previstos serem cancelados", disse o presidente do sindicato, Ricardo Penarróias, à margem da conferência que discutiu a privatização da TAP.

Apesar de ser o sindicato mais representativo dos tripulantes da TAP, esta greve vai afetar várias companhias aéreas que tenham as suas bases em território nacional. Entre elas estão a TAP, o grupo SATA, a easyJet e a Ryanair.

O movimento de junção à greve por parte do SNPVAC seguiu o SITAVA, que tinha votado favoralmente no dia anterior.

Na semana passada, Ricardo Penarróias apontava que estava em discussão a realização de serviços mínimos em relação à SATA Air Açores, sendo que o sindicado dos tripulantes estava a prever fazer aqueles que tinham sido definidos na anterior paralisação: três voos de ida e volta para os Açores e dois para a Madeira, três movimentos para o Brasil e dois para os EUA, e um voo de ida e volta para a Bélgica, Luxemburgo, Reino Unido, Suíça, Alemanha, França, Cabo Verde e Guiné-Bissau. Isto no caso da TAP. 

A Azores Airlines acordou com o SITAVA e o Stima a realização de nove voos de ida e volta entre os aeroportos do continente e as duas Regiões Autónomas, bem como a realização de ligações interilhas. Já a assistência em escala, então a SPdH, apontou que assegurava a assistência a 30% dos voos das companhias suas clientes.

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