Portugal ultrapassa pico de infeções
A reunião do Infarmed, esta quinta-feira, revelou que Portugal já ultrapassou o pico de infeções da 2.ª vaga, mas não o pico de óbitos. Saiba quais foram os principais temas discutidos.
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Os especialistas defendem que Portugal já ultrapassou o pico de infeções por SARS-Cov-2 da segunda vaga. “Boas notícias, o pico chegou mais cedo”, afirmou o epidemiologista Manuel Carmo Gomes, reconhecendo que as primeiras previsões, que apontavam para o início de dezembro, estavam erradas. “Manter pressão na mola” António Costa mostrou-se satisfeito com a evolução epidemiológica dos últimos dias, mas considerou que não é a altura de aliviar as medidas. “Para prosseguirmos a trajetória descendente é necessário manter a pressão na mola”, declarou aos jornalistas depois da reunião do Infarmed. Um milhão de portugueses O professor Henrique de Barros calcula que cerca de um milhão de portugueses “já deverá ter tido contacto” com o novo coronavírus e que “entre 15% e 20% da população já estará imunizada”. O epidemiologista reconhece, no entanto, que a estimativa tem associado um “intervalo grande de margem de erro”. pico de óbitos no final de dezembro Manuel Carmo Gomes estima que no final de dezembro haja uma média diária de 76 mortes por covid-19. Ao todo, “até ao final de 2020, teremos 6.000 a 6.500 óbitos”, projeta o professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, alertando que os hospitais do país estão perto de esgotar a capacidade de internamento.