EUA avaliam envio de mais bombardeiros nucleares para aliados europeus da NATO

A confirmar-se, a medida permitiria que mais países - para além da Bélgica, Alemanha, Itália, Países Baixos, Turquia e Reino Unido - acolhessem as chamadas aeronaves de dupla capacidade dos Estados Unidos, capazes de lançar ataques nucleares.
EUA avaliam possibilidade de destacar bombardeiros nucleares para mais países europeus da NATO.
AP
João Duarte Fernandes 11:49

Os Estados Unidos estão a estudar a possibilidade de destacar bombardeiros nucleares para mais países europeus da NATO, numa medida destinada a tranquilizar aliados do Velho Continente de que a não enfraquece as garantias de segurança da região.

Autoridades norte-americanas, avança o Financial Times (FT), mostraram abertura a destacamentos adicionais na região, para além dos seis países que já acolhem bombardeiros com capacidade nuclear - a Bélgica, a Alemanha, a Itália, os Países Baixos, a Turquia e o Reino Unido -, revelaram ao jornal britânico três pessoas a par das discussões.

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As conversações - que podem não conduzir a quaisquer alterações nos acordos de partilha nuclear -, surgem num contexto de preocupação generalizada face às medidas de Donald Trump para retirar tropas norte-americanas do continente.

A confirmar-se, a medida permitiria que mais países acolhessem as chamadas aeronaves de dupla capacidade (DCA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, capazes de lançar ataques nucleares.

Os países do flanco oriental da NATO, incluindo a Polónia e alguns Estados Bálticos, manifestaram particular interesse em vir a acolher bases de DCA, segundo as mesmas fontes.

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Atualmente, o programa de partilha nuclear da NATO envolve aliados aprovados para acolher os DCA dos Estados Unidos e bombas nucleares. Estas encontram-se sob proteção norte-americana, mantendo Washington a autorização exclusiva para a sua utilização.

Elaborado durante a Guerra Fria, a NATO afirma que o acordo de partilha nuclear “proporciona uma plataforma aos aliados não nucleares da NATO para moldarem a política e o planeamento nucleares da Aliança como um meio de garantir a sua segurança sem adquirirem armas nucleares”, cita o FT.

E embora os aliados europeus se tenham comprometido a aumentar drasticamente as suas despesas de defesa e os investimentos em capacidades militares convencionais, o “guarda-chuva nuclear” norte-americano é considerado insubstituível.

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O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou após uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da aliança no mês passado que havia um “entendimento comum de que, embora os Estados Unidos se [estejam a orientar] mais para outros teatros de operações [como a Ásia] a dissuasão e defesa globais na Europa têm de permanecer inalteradas”.

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