Álvaro Santos Pereira: "Não cederei um milímetro na luta contra os interesses instalados" e "rendas excessivas"
No encerramento do debate de urgência marcado para discutir o QREN, Santos Pereira descreveu o PS como estando minado pelas guerras internas. Garantiu que está empenhado em combater os interesses instalados na economia nacional e as rendas excessivas. Zorrinho disse que o ministro não tem sentido de Estado.
“Apesar da tentativa de criar uma manobra de diversão, ficou bem claro quem tem a responsabilidade na gestão ruinosa dos fundos comunitários”, sintetizou. Para o ministro, o “tempo das rotundas” e do “betão acabou”. “Estamos a corrigir os erros do PS, a limpar Portugal dos vossos erros de governação”, argumentou.
O ataque ao PS prosseguiu. No decorrer do debate, “percebeu-se que este é um PS sem rumo, sem líder, minado pelas capelinhas internas e pelos jogos de poder e bastidores”.
A seguir, a defesa do Governo. “Este Governo está a acabar com 10 anos de estagnação económica. Estamos a acabar com a subversão da utilização dos fundos e a reorienta-los para o que realmente importa”, garantiu o ministro.
“Não cederei um milímetro na luta contra os interesses instalados, nem um milímetro contra as rendas excessivas”, assegurou o ministro. Logo a seguir, uma garantia: “Podem tentar criar todas as manobras de diversão que quiserem, até se podem esquecer que os problemas nas PPP foram criados por vocês, mas fiquem a saber que estou aqui a lutar pelos portugueses”.
Na intervenção que concluiu o debate, o ministro ainda destacou que não está no Governo “por interesses pessoais, para conceder benesses ou favores aos interesses instalados”. “Estou aqui para lutar pelo interesse nacional, para que não sejam sempre os mesmos a pagar por uns poucos”, asseverou.
Zorrinho diz que Álvaro não tem sentido de Estado
Carlos Zorrinho tinha a seu cargo a última intervenção do debate, em resposta ao ministro. Conclusões? “No final deste debate ficou claro que Portugal não tem ministro da Economia, nem nenhuma estratégia para a sua economia”, acusou.
Mas Zorrinho não foi, de longe, tão duro no ataque ao ministro como este tinha sido anteriormente. “Talvez se tenha revelado aqui hoje um futuro comentador político, mau por sinal. Quem faz intervenções como a que fez o senhor ministro não tem sentido de Estado para exercer estas funções”, afirmou.
O líder da bancada socialista mostrou acreditar que o “controlo estratégico do Ministério das Finanças dos fundos estruturais é um péssimo sinal, porque Portugal está a caminhar para a consolidação das contas públicas pelo lado errado, e em detrimento da competitividade”.