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Aplicações nos fundos PPA e PPR aumentam no final de 2004

As aplicações em fundos de pensões PPA, PPR, PPE e PPR/E aumentaram na recta final de 2004, apesar do anterior ministro das Finanças ter terminado com os benefícios fiscais associados. Os fundos geridos pela CGD sofreram uma quebra de 73%, que estará rela

30 de Março de 2005 às 10:50

As aplicações em fundos de pensões PPA, PPR, PPE e PPR/E aumentaram na recta final de 2004, apesar do anterior ministro das Finanças ter terminado com os benefícios fiscais associados. Os fundos geridos pela CGD sofreram uma quebra de 73%, que estará relacionada com a transferência de fundos para a Caixa Geral de Aposentações.

O relatório de 2004 da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP) mostra que as aplicações dos investidores nos fundos de pensões PPA (planos poupança acções) aumentaram na recta final de 2004 para os 13 milhões de euros, contra os 12,7 milhões de euros do final do terceiro trimestre do ano passado.

No mesmo documento, publicado hoje, é possível constar que as aplicações totais em fundos de pensões PPR (planos poupança reforma), nos PPE (planos poupança educação) e nos PPR/E (planos poupança reforma / educação) registaram um incremento de 5,4% no último trimestre de 2004 para os 410 milhões de euros.

Esta «corrida» aos planos de poupança acontece depois de em 2004, o anterior ministro das Finanças, Bagão Félix, ter anunciado o final dos benefícios fiscais associados aos PPR/PPR-E, PPA e Conta Poupança Habitação, avaliados, na altura, em cerca de 300 milhões de euros.

Recentemente, o presidente da APFIPP, Manuel Vasconcellos Guimarães, disse à agência Reuters que os gestores de fundos estavam a preparar uma proposta que visava a reintrodução dos benefícios fiscais dos fundos PPA e fundos PPR no Orçamento Rectificativo (OR) de 2005.

A categoria dos «outros fundos [de pensões] abertos» apresentou uma variação trimestral positiva de 18,2% para os 319 milhões de euros.

Os fundos de pensões abertos denotaram um aumento de 10,5% para 174 milhões de euros, enquanto que os fundos fechados, ligados normalmente às empresas, apresentaram uma subida mais contida, de 0,3% para os 12,6 mil milhões de euros.

CGD Pensões sofre queda de 2,8 mil milhões para 748 milhões

No «ranking» das sociedades gestoras de fundos de pensões, a Pensõesgere do grupo Millennium aparece destacada com 4,7 mil milhões de euros de activos sob gestão.

A CGD Pensões que no terceiro trimestre de 2004 era a segunda gestora com a maior carteira de fundos, caiu no último trimestre de 2004 para a sétima posição.

A sociedade passou a ter uma carteira avaliada em 748 milhões de euros, 73% aquém dos 2,77 mil milhões de euros geridos no final do terceiro trimestre.

A dimensão da queda estará relacionada com a decisão do Ministério das Finanças de transferir o fundo de pensões dos trabalhadores do banco estatal para a Caixa Geral de Aposentações, com o intuito de ajudar a baixar o défice orçamental para um valor abaixo dos 3% do PIB.

A transferência, contestada pela Comissão dos Trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos, terá ascendido a 2,4 mil milhões de euros.

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