Banco Central do Brasil revê em baixa previsão de crescimento económico para 2002
O Banco Central do Brasil reviu hoje em baixa a estimativa de crescimento económico para o país em 2002, devido a receios de que a mudança de presidente tornará mais difícil as empresas planearem o futuro.
O Banco Central do Brasil reviu hoje em baixa a estimativa de crescimento económico para o país em 2002, devido a receios de que a mudança de presidente tornará mais difícil as empresas planearem o futuro.
A quebra do investimento no Brasil, a maior economia da América do Sul, poderá abrandar o crescimento da economia naquele país, para um mínimo de 1,4% este ano, divulgou o BCB no seu relatório trimestral sobre a inflação.
No relatório anterior, divulgada no fim de Junho, o BCB havia previsto um crescimento de 2%.
«A aproximação de eleições e a deterioração de ambientes internos e externos» permitiram a existência de «desenvolvimentos desfavoráveis nas expectativas que reflectir-se-ão nos números do crescimento» do Brasil, em 2002, segundo a mesma fonte.
O BCB reviu em alta a estimativa da inflação para este ano, em 1,2 pontos percentuais, para 6,7%. Em 2003, a inflação deverá situar-se nos 4,5%, mais 1,9 pontos percentuais do que anteriormente estimado.
O real caiu para mínimos históricos contra o euro e dólar, devido a receios que Lula da Silva, que no passado apoiou a renegociação da dívida externa do Brasil, vença a primeira volta das eleições presidenciais que se realiza no próximo domingo.
As preocupações dos investidores de que Lula possa empurrar o Brasil para o maior incumprimento de dívida por parte de um Estado têm sido impulsionadas pelos efeitos de uma queda continuada da divisa face à perspectiva do Brasil poder vir a refinanciar a sua dívida.
A divisa brasileira caiu hoje um máximo de 2,01% para os 3,9505 reais contra o dólar, enquanto caía 2,89% para 3,9071 reais por cada euro.