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Bruxelas: Alargar prazo de pagamento não é o mesmo que reestruturar dívida

Porta-voz de Olli Rehn voltou novamente a rejeitar uma reestruturação da dívida, referindo os efeitos "devastadores" que ela causaria.

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A Comissão Europeia afastou novamente a hipótese de incumprimento da Grécia e descartou a necessidade de reestruturar a sua dívida, dizendo que isso seria “devastador” e que “não está nas cartas da Grécia”. Mas o porta-voz Amadeu Altafaj fez questão também de delinear uma distinção entre a reestruturação e o prolongamento das maturidades.

“Reperfilar é um conceito, reestruturar a dívida é um conceito diferente. Ele não envolve necessariamente os meus protagonistas e nem tem as mesmas consequências”, considerou o porta-voz do comissário europeu Olli Rehn (na foto), citado pela Bloomberg. O “Financial Times” escrevia na semana que os investidores estão cada vez mais confusos com os diferentes termos utilizados pelos decisores políticos sobre as possíveis operações a realizar em torno da dívida.

A reestruturação da dívida grega tem sido rejeitada pelo comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, pelo líder do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e também pelo próprio responsável pelas Finanças gregas, George Papaconstantinou, entre outros.

Mas outros responsáveis, como o holandês Nout Wellink, do Banco Central Europeu, pensam que renegociar os prazos do reembolso da dívida grega é possível e aquele que é o governador do Banco Central da Holanda admite estar aberto a essa possibilidade.

No fim da semana passada, o jornal alemão “Die Welt” noticiou que a Alemanha e o Fundo Monetário Internacional (FMI) apoiariam um prolongamento dos prazos da dívida grega. No entanto, a França e o Banco Central Europeu (BCE) opõem a que se proceda a esta operação, tal como a uma reestruturação da dívida.

O facto de serem dilatados os prazos para o vencimento das obrigações dá ao estado grego mais tempo para poder reduzir os seus rácios de endividamento. Os detentores de dívida seriam reembolsados, embora mais tarde do o que definido aquando da compra dos títulos.

Para poder assegurar o cumprimento orçamental perante as metas de Bruxelas, a Grécia está agora a implementar medidas de austeridade, que envolvem vendas de activos no valor de 50 mil milhões de euros. Altafaj declarou hoje que essas acções devem ser feitas “o mais rápido possível”, no dia em que a Europa se reúne para discutir a possibilidade de ajustamentos ao plano de resgate financeiro.

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