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Cavaco não comenta repto do PS

O Presidente da República utilizou a desculpa de não querer chegar atrasado à audiência com José Sócrates para não responder às perguntas feitas ontem pelos jornalistas sobre o apelo deixado pelos socialistas para que intervenha preventivamente no voto da oposição.

Marlene Carriço marlenecarrico@negocios.pt 10 de Dezembro de 2009 às 09:08
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O Presidente da República utilizou a desculpa de não querer chegar atrasado à audiência com José Sócrates para não responder às perguntas feitas ontem pelos jornalistas sobre o apelo deixado pelos socialistas para que intervenha preventivamente no voto da oposição.

“Não posso chegar atrasado à audiência com o sr. Primeiro-ministro. Gosto de ser pontual”, disse Cavaco Silva, no final do 3º Encontro PME Inovação, organizado pela COTEC, no Estoril.

António Vitorino foi o primeiro socialista a defender uma intervenção de Cavaco Silva no sentido de alertar a oposição para a necessidade de governabilidade. “O Presidente da República não vai poder ficar fechado numa torre de marfim durante muito mais tempo”, afirmou o ex-ministro, em entrevista à RTP na passada segunda-feira.

O coordenador do programa do Governo PS acrescentou ainda que “de uma maneira ou de outra [Cavaco Silva] vai ter de dar sinais sobre como avalia a estabilidade governativa”. Vitorino lembrou ainda que o Presidente “tem um papel estabilizador” no sistema político, salientando que esse papel “ainda não se fez notar”.

As palavras de António Vitorino serviram de mote ao repto da bancada do PS. Os socialistas defendem que o chefe de Estado deve usar a sua magistratura de influência e pronunciar-se sobre a situação política, e ontem o vice-presidente da bancada do PS, Ricardo Rodrigues, afirmou que em causa poderá estar o regular funcionamento das instituições.

"Se as oposições por regra se começarem a unir contra o Governo, no sentido de governarem pelo Parlamento, tem de haver um esclarecimento de quem zela pelo normal funcionamento das instituições", sublinhou Ricardo Rodrigues, citado pela Lusa.

"Imagine-se que sexta-feira [dia em que está prevista a votação da proposta de alteração ao Orçamento para 2009] toda a oposição se junta outra vez [contra o Governo]. Ora bem, então teremos de alertar o país que tudo tem que ter limites. Não sei se isso vai acontecer ou não, mas é preciso que fique claro o seguinte: governar é Governo e legislar é Assembleia da República", sublinhou o vice-presidente da bancada do PS, negando que o PS esteja com esta atitude a pressionar o chefe de Estado.

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