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China coloca 20 empresas japonesas sob controlo de exportações

A decisão surge num contexto de tensões entre os dois países após declarações feitas no Parlamento japonês em novembro pela primeira-ministra Sanae Takaichi, que sugeriu que o Japão poderia intervir militarmente em caso de um eventual ataque chinês a Taiwan.

Xi Jinping, Presidente da República Popular da China
Xi Jinping, Presidente da República Popular da China
07:26

A China colocou esta terça-feira 20 empresas japonesas numa lista de controlo de exportações e outras 20 sob vigilância, no quadro de tensões com Tóquio após declarações da primeira-ministra japonesa sobre Taiwan, território que Pequim considera território seu.

Segundo um comunicado do Ministério do Comércio chinês, os exportadores chineses ficam proibidos de vender bens de dupla utilização - que podem ter fins civis e militares - a 20 empresas japonesas.

Entre as empresas visadas estão várias subsidiárias da Mitsubishi Heavy Industries envolvidas na construção naval e na produção de motores de aeronaves e maquinaria marítima, bem como divisões da Kawasaki Heavy Industries e da Fujitsu.

Organizações ou indivíduos estrangeiros ficam igualmente proibidos de fornecer às 20 entidades bens de dupla utilização com origem na China, acrescentou o ministério.

"Todas as atividades relacionadas em curso devem cessar imediatamente", lê-se na nota.

Uma lista separada inclui outras 20 empresas japonesas relativamente às quais os exportadores chineses terão de submeter pedidos individuais de licença de exportação, acompanhados de relatórios de avaliação de risco e de compromissos escritos de que os bens de dupla utilização não serão utilizados pelas Forças Armadas japonesas.

Entre as empresas nesta segunda lista figuram a Subaru Corporation, a Mitsubishi Materials Corporation e o Institute of Science Tokyo.

O ministério chinês afirmou que as medidas, destinadas a travar a militarização e as ambições nucleares do Japão, "são inteiramente legítimas, razoáveis e legais".

As autoridades sublinharam que as restrições visam apenas um "pequeno número de entidades japonesas" e incidem exclusivamente sobre bens de dupla utilização, garantindo que não afetarão as trocas económicas e comerciais normais entre China e Japão.

A decisão surge num contexto de tensões entre os dois países após declarações feitas no Parlamento japonês em novembro pela primeira-ministra Sanae Takaichi, que sugeriu que o Japão poderia intervir militarmente em caso de um eventual ataque chinês a Taiwan.

Pequim considera Taiwan uma província rebelde, que deverá ser reunificada com o continente, se necessário pela força, e reage com firmeza a declarações de governos estrangeiros que demonstrem apoio à soberania da ilha.

O partido de Takaichi obteve uma vitória expressiva nas eleições legislativas realizadas este mês, reforçando a possibilidade de uma viragem conservadora nas políticas de segurança ou imigração no Japão.

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