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Confiança dos consumidores cai para valor mais baixo desde o início da pandemia

Todas as componentes contribuíram de forma negativa para a evolução do indicador, segundo o INE.

Sílvia Abreu silviaabreu@negocios.pt 29 de Setembro de 2022 às 10:06
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A confiança dos consumidores portugueses não era tão baixa desde início da pandemia no país, em abril de 2020. O indicador, divulga esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), situou-se em setembro num nível inferior ao observado em março, quando se verificou a segunda queda mais intensa da série.

"A evolução do indicador resultou do contributo negativo de todas as componentes, opiniões e expectativas relativas à situação financeira do agregado familiar, perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país e da realização de compras importantes por parte das famílias", detalha o INE. 

Ao contrário do que se verificou em julho e agosto, o saldo das expectativas relativas à evolução futura da situação económica do país diminuiu em setembro, assim como o saldo das opiniões quanto à evolução da situação das famílias, tendo atingido o nível mais baixo desde junho de 2014.

"As perspetivas sobre a evolução futura da situação financeira do agregado familiar agravaram-se significativamente em setembro, recuando para o valor mais baixo desde o início da pandemia em abril de 2020", acrescenta o instituto.

Relativamente aos serviços, o indicador de confiança diminuiu expressivamente, tendo aumentado na construção e obras públicas, no comércio e na indústria transformadora. Na indústria transformadora, o saldo das expectativas relativas aos preços de venda aumentou expressivamente em setembro, após ter diminuído nos quatro meses anteriores, situando-se num nível inferior ao máximo da série observado em março.

"Este saldo aumentou nos agrupamentos de bens de Consumo e de bens Intermédios, mais expressivamente no primeiro caso, e diminuiu ligeiramente no agrupamento de bens de investimento", explica o instituto.
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