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Costa condena "barbaridade inaceitável" de Bucha. Guterres pede investigação independente

O chefe do executivo português junta-se ao coro de indignação provocada pelas imagens de cidade ucraniana de Busha, onde muito corpos, inclusivamente de crianças, foram encontrados em valas comuns após a retirada das forças russas.

03 de Abril de 2022 às 20:04

O primeiro-ministro português, António Costa, classificou este domingo como "uma barbaridade inaceitável" as "atrocidades contra civis" cometidas em Busha, na região de Kiev, onde muitos corpos foram descobertos após a retirada do exército russo.

"É chocante a brutalidade das imagens que nos chegam de Busha. Condenamos veementemente estas atrocidades contra civis. Uma barbaridade inaceitável que tem de ser veementemente punida pela justiça internacional", escreveu António Costa na sua conta oficial na rede social Twitter.

Em Busha, cidade localizada a cerca de 30 quilómetros de Kiev, recentemente recuperada pelas forças ucranianas, dezenas de cadáveres foram encontrados nas ruas e enterrados em valas comuns, mas a Rússia negou hoje que as suas tropas tenham matado civis nesta cidade e assegurou que todas as fotografias e vídeos publicados pelo governo ucraniano são "uma provocação".

O chefe do executivo português junta-se assim ao coro de indignação provocada pelas imagens de cidade ucraniana de Busha, onde muito corpos, inclusivamente de crianças, foram encontrados em valas comuns após a retirada das forças russas.

É chocante a brutalidade das imagens que nos chegam de Bucha. Condenamos veementemente estas atrocidades contra civis. Uma barbaridade inaceitável que tem de ser veementemente punida pela justiça internacional. #BuchaMassacre

"As imagens insustentáveis de Busha após a retirada das tropas russas indignam-nos profundamente. Toda a minha solidariedade com as vítimas desta barbárie", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, numa publicação no Twitter. O governante espanhol defendeu ainda que "os crimes de guerra devem ser investigados prontamente e os responsáveis devem ser punidos".

ONU admite exumação de corpos para avaliar crimes de guerra

Também o secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou-se "profundamente chocado com as imagens de civis mortos em Busha", na região de Kiev, onde muitos corpos foram descobertos após a partida das forças russas. "É essencial que uma investigação independente permita encontrar os responsáveis", acrescentou num breve comunicado à imprensa.

A ONU considerou que a descoberta de valas comuns em Busha, na Ucrânia, após a retirada das forças russas, levantou sérias questões sobre "possíveis crimes de guerra", enfatizando a importância de preservar todas as evidências. "O que se sabe até agora levanta claramente questões sérias e perturbadoras sobre possíveis crimes de guerra e graves violações do direito internacional humanitário", disse o escritório de direitos humanos da ONU.

A Ucrânia acusou a Rússia de "genocídio", alegando ter encontrado os corpos de 410 civis na região de Kiev recentemente recapturada das forças de Moscovo. Na cidade de Busha, a noroeste de Kiev, cerca de 300 pessoas foram enterradas em valas comuns, segundo autoridades ucranianas.

O escritório de direitos humanos da ONU afirmou que a sua equipa no local ainda não conseguiu verificar as alegações. "Estamos muito preocupados com as fotos e vídeos disponíveis, incluindo imagens de corpos com as mãos amarradas nas costas", acrescentou, no entanto a ONU.

A mesma fonte não descartou que "os corpos de soldados ucranianos ou russos mortos durante as hostilidades" estejam entre os "cerca de 300 cadáveres que as autoridades da cidade dizem ter encontrado e enterrado".

"Civis que morreram de causas naturais, ataques cardíacos ou outros problemas de saúde desencadeados por stress e falta de acesso a medicamentos e assistência médica no último mês também podem estar entre os mortos encontrados nas ruas da cidade", acrescentou.

Mas, dada a possibilidade de terem sido cometidos crimes de guerra, a ONU considerou importante "exumar e identificar todos os corpos" para estabelecer as causas exatas da morte.

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