pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque
Ao minutoAtualizado há 30 min08h55

Estados do Golfo mais perto de um envolvimento no conflito com o Irão. Von der Leyen fala de situação "crítica"

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.

Negócios 08:46
há 40 min.08h46

Estados do Golfo mais perto de um envolvimento no conflito com o Irão

Os aliados dos Estados Unidos no Golfo estão a aproximar-se de uma eventual entrada no conflito com o Irão, num contexto de escalada de ataques que têm atingido infraestruturas energéticas e pressionado as economias da região, avança o Wall Street Journal. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estão a endurecer posições, tanto no apoio logístico às operações norte-americanas como na pressão financeira sobre Teerão.

Segundo fontes citadas pelo jornal, Riade terá autorizado o uso de bases aéreas por forças dos EUA e o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman estará mais próximo de decidir uma participação direta nos ataques. Do lado dos Emirados, o foco tem passado por restringir ativos ligados ao Irão, incluindo o encerramento de instituições e a possibilidade de congelar milhares de milhões de dólares.

Apesar de manterem publicamente uma posição de contenção, há sinais de envolvimento indireto no conflito, com indícios — baseados em vídeos verificados — de lançamentos de mísseis a partir do Bahrain e ataques iranianos a infraestruturas militares e energéticas na região. Ainda assim, os países do Golfo continuam hesitantes em assumir um papel militar direto, receando represálias e um eventual recuo dos EUA que os deixe expostos.

A pressão para agir tem aumentado à medida que o Irão intensifica ataques e sinaliza ambições sobre o estreito de Ormuz, uma via crítica para o transporte global de energia. Perante este cenário, os líderes do Golfo têm insistido junto de Washington para ir mais longe na neutralização das capacidades militares iranianas.

07h33

Von der Leyen: "A situação é crítica para para os aliados" no abastecimento energético

A presidente da Comissão Europeia, diz que é tempo de negociar com o Irão para acabar com a guerra, dada a situação energética "crítica".

Em declarações na Austrália, onde fechou um acordo de comércio livre, Ursula von der Leyen disse: "A situação é crítica para para os aliados no domínio do abastecimento energético a nível mundial. Todos sentimos as repercussões nos preços do gás e do petróleo, nos nossos negócios e nas nossas sociedades, mas é da maior importância que cheguemos a uma solução negociada, que ponha fim às hostilidades a que assistimos no Médio Oriente."


07h00

Duas infraestruturas energéticas iranianas atacadas

Duas infraestruturas energéticas iranianas foram alvo de ataques israelo-americanos, segundo a agência Fars, horas após a reviravolta inesperada de Donald Trump ao anunciar o adiamento por cinco dias da decisão de atacar centrais de energia iranianas.

"Na sequência dos ataques levados a cabo pelo inimigo sionista e americano, o edifício da administração do gás e a estação de redução de gás da rua Kaveh, em Isfahan, foram atacados", escreveu a Fars.

Estas instalações ficaram "parcialmente danificadas", acrescentou a agência semi-estatal iraniana.

Isfahan, grande cidade no centro do Irão, é uma antiga capital do império persa.

Ainda segundo a Fars, "um ataque" visou igualmente "o gasoduto da central elétrica de Khorramshahr", cidade portuária do sudoeste do Irão.

"Um projétil atingiu as imediações da estação de tratamento do gasoduto de Khorramshahr", sublinhou a Fars, citando o governador desta cidade fronteiriça com o Iraque.

A extensão dos eventuais danos não foi especificada.

Na segunda-feira, o Presidente norte-americano anunciou um adiamento por "cinco dias" da decisão de atacar centrais de energia iranianas, que prometeu que levaria por diante, uma vez esgotado o prazo de 48 horas que Trump tinha dado na madrugado de sábado a Teerão para abrir o Estreito de Ormuz à navegação.

Mais tarde, Trump acrescentou que Washington e Teerão encontraram "pontos de acordo importantes" durante negociações conduzidas com um "alto dirigente" iraniano não identificado.

O ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros iraniano negou, porém, na segunda-feira a existência de "qualquer negociação com os Estados Unidos".

Teerão reconheceu, no entanto, ter recebido, através de "países amigos", "mensagens transmitindo um pedido americano de negociações" para pôr fim ao conflito.

07h11

Japão começa na quinta-feira a libertar reservas estatais de petróleo

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, confirmou hoje que Tóquio vai começar a libertar as reservas estratégicas de petróleo na quinta-feira, face a preocupações com o abastecimento devido ao conflito no Golfo Pérsico.

"Considerando o impacto da situação no Médio Oriente na economia nacional, para garantir que não há interrupções no fornecimento (...), começámos a libertar as reservas privadas no dia 16 de março e começaremos a libertar as reservas nacionais esta semana, no dia 26", declarou Takaichi, na rede social X.

Takaichi acrescentou que a libertação de reservas conjuntas por parte dos membros da Agência Internacional de Energia (AIE) deverá também começar antes do final do mês.

Em 19 de março, o Japão já tinha reativado uma série de subsídios - suspensos no final de 2025, na sequência de uma abolição do imposto sobre os combustíveis - para conter o preço da gasolina, que atingiu um recorde máximo.

Na mesma mensagem, Takaichi insistiu em "fazer todos os esforços diplomáticos necessários" e defendeu a cimeira realizada na semana passada em Washington com o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a quem enfatizou a importância de "garantir a segurança da navegação no estreito de Ormuz".

"Em particular, no que diz respeito a um fornecimento estável de petróleo bruto, confirmamos que o Japão e os Estados Unidos irão colaborar para aumentar a produção de petróleo bruto dos EUA e expressamos o nosso desejo de empreender um projeto conjunto para armazenar petróleo dos Estados Unidos", afirmou a primeira-ministra.

Por outro lado, Takaichi salientou que o Governo facilitou a saída de mais de 1.100 cidadãos japoneses que se encontravam nos países do Golfo quando a guerra começou.

A líder do executivo celebrou também o regresso ao Japão de um cidadão japonês que tinha sido detido no Irão, após a sua libertação, na semana passada.

Os 32 países membros da AIE decidiram, em 11 de março, libertar 400 milhões de barris de petróleo para amortecer a subida vertiginosa dos preços provocada pela guerra no Irão.

Trata-se do maior desbloqueio de reservas alguma vez decidido pela instituição, criada há mais de 50 anos.

A agência tinha dito, em 15 de março, que as reservas dos países da Ásia e da Oceânia seriam descongeladas "de imediato" enquanto as das Américas e da Europa sê-lo-iam "no final de março".

Em 16 de março, o Japão, muito dependente do petróleo da região em guerra, reduziu o nível das reservas privadas obrigatórias de petróleo bruto e produtos petrolíferos, o que implica a libertação de um volume correspondente a 15 dias de consumo doméstico.

O preço do petróleo disparou desde o início da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, que provocou a quase paralisia do estreito, por onde transita habitualmente 20% do petróleo bruto mundial.

07h03

Valor de fabricantes de baterias da China dispara face a impulso às energias limpas

Os principais fabricantes chineses de baterias somaram mais de 70.000 milhões de dólares (60.000 milhões de euros) em capitalização bolsista desde os ataques israelo-americanos ao Irão, refletindo expectativas de um impulso às energias limpas.

As ações da CATL, BYD e Sungrow, que produzem baterias e equipamentos de armazenamento de energia, superaram o desempenho de grandes petrolíferas como Chevron, ExxonMobil e BP desde o início do conflito.

A valorização das empresas de energia limpa ilustra como a China e outros países importadores de petróleo poderão responder à guerra reforçando o investimento em energias renováveis, com o objetivo de aumentar a segurança energética.

Citado pelo jornal britânico Financial Times, Neil Beveridge, responsável pela análise energética da Bernstein, considerou que a China, maior importador mundial de petróleo, deverá intensificar a estratégia de "eletrificar tudo". Outras grandes economias asiáticas, como o Japão, a Coreia do Sul e Taiwan, poderão seguir a mesma via.

"Isso altera completamente o paradigma energético", afirmou o analista, acrescentando que "mesmo que a guerra termine no próximo mês, não há regresso ao ponto anterior", disse.

Desde o final de fevereiro, quando foram lançados os ataques, as ações da CATL subiram 19%, as da Sungrow 19,4% e as da BYD, também líder mundial na produção de veículos elétricos, 21,9%.

Em comparação, a valorização foi de 15,2% para a BP, 8% para a Chevron, 8,3% para a Shell e 4,7% para a ExxonMobil, beneficiando estas petrolíferas de uma subida de 47% nos preços do petróleo no mesmo período.

As redes elétricas necessitam de baterias para armazenar energia, sobretudo à medida que aumenta a dependência de fontes renováveis, cuja produção é intermitente. Estes sistemas são também essenciais para suportar centros de dados com elevado consumo energético.

O mercado interno chinês de armazenamento de energia à escala de rede poderá atingir 199 mil milhões de dólares (171 mil milhões de euros) até 2032, face a 48 mil milhões de dólares (41 mil milhões de euros) no ano passado, segundo a consultora Mobility Foresights.

Li Shuo, diretor do China Climate Hub do Asia Society Policy Institute, sublinhou que os recentes ataques a infraestruturas de gás natural liquefeito no Golfo evidenciam os riscos inerentes à dependência de combustíveis fósseis.

"Os países do leste asiático mais dependentes de importações de GNL [gás natural liquefeito] enfrentarão em breve um choque económico incalculável, apesar da distância ao conflito", afirmou, defendendo que os países em desenvolvimento devem investir fortemente em energias limpas e transportes para se protegerem de choques geopolíticos futuros.

07h05

Chile anuncia subida histórica dos combustíveis devido à guerra

O Governo do Chile aprovou na segunda-feira uma subida histórica dos preços dos combustíveis e decidiu limitar os apoios ao setor dos transportes, na sequência da escalada do preço do petróleo provocada pela guerra no Golfo Pérsico.

Após a decisão do ministério das Finanças, liderado por José Antonio Kast, o preço da gasolina deverá aumentar cerca de 32% e o do gasóleo 62% a partir de quinta-feira, naquela que é a segunda maior subida da história do país.

"Já o disse antes. Espero que o país compreenda a situação que herdámos, uma situação historicamente frágil", afirmou o ministro da tutela, Jorge Quiroz, que atribuiu a medida à gestão do anterior Governo.

Numa entrevista à CNN Chile, o governante sublinhou que o país enfrenta "uma crise histórica" e um dos maiores choques no mercado global do petróleo.

Quiroz referiu ainda que o Chile atravessa uma situação de forte restrição económica, com níveis elevados de dívida pública, indicando que o Estado deve atualmente mais 40 mil milhões de dólares (mais de 34 mil milhões de euros) do que há quatro anos.

O Executivo anunciou também um conjunto de medidas para mitigar o impacto da subida, centradas no transporte rodoviário, um dos setores mais influentes numa economia dependente do transporte por camião.

Entre as medidas está um subsídio mensal de 100 mil pesos (cerca de 77 euros) para táxis e táxis coletivos, durante até seis meses, sujeito a aprovação parlamentar, bem como uma nova linha de crédito preferencial para renovação de frotas, com incentivo à mobilidade elétrica.

Está ainda prevista a suspensão temporária de benefícios fiscais para empresas não transportadoras, equiparando-as ao regime aplicável ao setor dos transportes, medida que será discutida no parlamento.

O Governo decidiu também congelar as tarifas dos transportes públicos na capital até 31 de dezembro de 2026 e atribuir verbas às regiões para adotarem medidas semelhantes.

No setor energético, as medidas incidem apenas sobre a parafina, cujo preço será reduzido para níveis de fevereiro de 2026 e mantido estável durante o outono e inverno.

O executivo anunciou ainda que irá apresentar um projeto de lei com caráter de urgência para reforçar o Fundo de Estabilização do Preço do Petróleo, passando de cinco para 60 milhões de dólares (51 milhões de euros).

O Governo garantiu que vai trabalhar com os transportadores para reforçar a segurança no transporte de mercadorias, perante receios de eventuais protestos.

Poucos minutos após o anúncio dos aumentos registaram-se longas filas nas estações de serviço em Santiago.

O presidente da Confederação Nacional do Transporte de Carga Terrestre do Chile, Sergio Pérez, alertou que a subida dos combustíveis obriga a rever as tarifas do setor para garantir a continuidade da atividade.

"Precisamos de soluções concretas para que não seja afetada uma atividade fundamental para o funcionamento do país", afirmou.

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.