Custo para Portugal emitir obrigações de catástrofe pode superar os 10%
A solução é inovadora na Europa, mas comum no setor segurador para passar o risco para grandes investidores dispostos a aceitá-lo em troca de retornos elevados. Mas estes instrumentos têm sido alvo de críticas devido à "financeirização" dos desastres naturais e podem encontrar entraves se forem vistos como demasiado complexos.
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Longe vai o tempo de juros da dívida pública portuguesa superiores a 10%, mas esta poderá voltar a ser uma realidade se o país avançar com o plano de emitir obrigações de catástrofe (“CAT bonds”). Estes instrumentos financeiros são mais caros e complexos, tendo como contrapartida passar o risco de ocorrências como sismos, cheias ou tempestades para grandes investidores que procuram exatamente rentabilidades mais elevadas para assumir esse perigo.