Estado vai avançar com venda do Autódromo do Estoril
O Estado vai avançar com a venda da sociedade gestora do Autódromo do Estoril e o primeiro contacto com um potencial comprador será feito na próxima semana, revela hoje o Diário de Notícias.
Segundo disse ao jornal o presidente da Parpública, a holding do Estado, o primeiro contacto vai ser feito com a Câmara Municipal de Cascais, a entidade que até agora se mostrou interessada em adquirir a infra-estrutura.
Escusando-se a revelar o valor de referência do negócio, Plácido Pires adianta contudo que "não se justifica vender o Autódromo para perder dinheiro".
"O preço terá que ser superior aos 33 milhões de euros investidos até agora pelo Estado no Autódromo do Estoril", escreve o jornal.
Uma condição para se concretizar o negócio é que o comprador se comprometa a manter em exploração o Autódromo até pelo menos o final de 2012, ano a partir do qual a infra-estrutura deverá necessitar de investimentos.
O Autódromo do Estoril passou para o controlo público em 1997, no âmbito de um acordo com a empresa detentora Grão Pará como contrapartida pelas dívidas do grupo ao Estado, acordo aprovado na altura pelo ministro da Economia do Governo de António Guterres, Augusto Mateus.
Inaugurado em 1972, o Autódromo sofreu uma intervenção do Estado logo em 1974 por alegado incumprimento fiscal da Grão Pará, a empresa detentora da infra-estrutura.
As acusações entre o Estado e a empresa continuaram depois do acordo de 1997, quando Augusto Mateus assinou a compra de 51 por cento do Autódromo e mesmo depois de a infra-estrutura ter passado totalmente para mãos públicas.
Abel Pinheiro, responsável da Grão Pará, afirma ter sido forçado a vender o Hotel Atlantis, em Vilamoura, para saldar dívidas fiscais e diz que a sua empresa vai reclamar ao Estado 17 milhões de euros.
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