Exportadores alemães advertem EUA para risco de "guerra comercial"
"Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão". O velho adágio popular ameaça passar a aplicar-se que nem uma luva à economia mundial, à medida que se intensificam as manifestações de desagrado perante os efeitos potencialmente devastadores que podem acarretar, para terceiros, as medidas relançamento que estão a ser programadas em diversos países - a começar pelos EUA, maior economia do globo.
"Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão". O velho adágio popular ameaça passar a aplicar-se que nem uma luva à economia mundial, à medida que se intensificam as manifestações de desagrado perante os efeitos potencialmente devastadores que podem acarretar, para terceiros, as medidas relançamento que estão a ser programadas em diversos países - a começar pelos EUA, maior economia do globo.
Depois das greves no Reino Unido, a exigir que os primeiros a perder o emprego sejam os estrangeiros, e das campanhas "compre o que é nosso" em Espanha, o novo foco de tensão parece firmemente ancorado do outro lado do Atlântico, no rescaldo da inclusão pelo Congresso da cláusula "Buy America" no âmbito do mais recente pacote anticrise, que deverá injectar cerca de 820 mil milhões de dólares na economia norte-americana - boa parte dos quais através do reforço do investimento público.
Ontem foi a vez de a poderosa associação alemã de exportadores - a BGA, que representa 135 mil empresas que empregam quase 1,4 milhões de trabalhadores - vir a terreiro advertir que o plano de relançamento norte-americano corre o risco de "desencadear um efeito dominó" que, em última análise, poderá provocar uma "guerra comercial" e aprofundar a maior recessão do pós-guerra que se abateu sobre as economias desenvolvidas.
