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Gronelândia: Von der Leyen pede respeito pela soberania à delegação dos EUA em Davos

A Presidente da Comissão Europeia reiterou esta posição num encontro com a delegação bipartidária do Congresso dos Estados Unidos presente no Fórum Económico de Davos, na Suíça.

Ursula von der Leyen quer respeito pela soberania
Ursula von der Leyen quer respeito pela soberania Ronald Wittek / Lusa - EPA
19 de Janeiro de 2026 às 23:06

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, transmitiu esta segunda-feira à delegação do Congresso dos EUA em Davos a necessidade de "respeitar inequivocamente" a soberania da Gronelândia e Dinamarca, perante as ameaças de anexação pelo Presidente Donald Trump.

A política alemã reiterou esta posição num encontro com a delegação bipartidária do Congresso dos Estados Unidos presente no Fórum Económico de Davos, na Suíça.

"Isto é da maior importância para a nossa relação transatlântica", sublinhou, numa nota divulgada na rede social X.

Ursula Von der Leyen garantiu que a União Europeia (UE) continua "pronta para continuar a trabalhar em estreita colaboração com os Estados Unidos, a NATO e outros aliados, em estreita cooperação com a Dinamarca, para promover os nossos interesses comuns de segurança".

As delegações discutiram também o comércio e o investimento transatlânticos, com a líder da Comissão Europeia a considerar que estes são "um importante trunfo tanto para a economia da UE como para a dos EUA".

"As tarifas contrariam estes interesses comuns", apontou.

Von der Leyen adiantou também que as equipas da UE e EUA discutiram também os "esforços conjuntos para alcançar uma paz justa e duradoura na Ucrânia".

"Este processo beneficia de uma forte coordenação entre a UE e os EUA, desde as garantias de segurança até um caminho para a prosperidade", vincou.

Donald Trump insiste há meses que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia, um território autónomo da Dinamarca (membro da NATO), considerando que qualquer coisa menos do que a ilha ártica estar em mãos norte-americanas seria inaceitável.

A Gronelândia, uma vasta ilha ártica com uma população de 57.000 habitantes, possui recursos minerais significativos, a maioria dos quais ainda inexplorados, além de uma localização estratégica.

As ameaças não alteram a posição do território, que se mantém fiel ao direito à autodeterminação e à soberania, insistiu o primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen.

Trump ameaçou impor tarifas de 10% sobre as importações de oito países europeus, incluindo França, Reino Unido e Alemanha, a partir de 01 de fevereiro devido ao apoio à Dinamarca, contrariando as suas ambições na Gronelândia, o que já teve impacto nas principais bolsas europeias.

As tarifas, que afetam alguns dos principais aliados de Washington na NATO, serão aumentadas para 25% a partir de 1 de junho até que se chegue a um acordo para o controlo completo total da Gronelândia.

A UE continua a defender o diálogo face às ameaças, avisando porém que está "pronta para reagir" e dispõe de instrumentos para o fazer.

Os líderes europeus reúnem-se na noite de quinta-feira numa cimeira extraordinária em Bruxelas para discutir as repetidas ameaças de Trump relativamente à Gronelândia e à imposição de tarifas.

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