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Líder do Fórum Económico Mundial demite-se após serem conhecidas ligações a Epstein

Alois Zwinggi assumirá a presidência interina até um novo nome ser escolhido. O Fórum Económico Mundial já tinha aberto um processo para investigar as ligações de Borge Brende a Jeffrey Epstein.

Børge Brende era o CEO do Fórum Económico Mundial
Børge Brende era o CEO do Fórum Económico Mundial Markus Schreiber / Associated Press
12:04

Os ficheiros Epstein continuam a derrubar líderes por todo o mundo e Borge Brende, presidente executivo (CEO) do Fórum Económico Mundial, é a mais recente vítima. O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega demitiu-se esta quinta-feira do cargo, depois de terem sido conhecidas as ligações do economista a Jeffrey Epstein, condenado por crimes de pedofilia. Alois Zwinggi servirá de presidente interino até um novo nome ser escolhido, revela um comunicado divulgado pela instituição. 

"O Conselho de Administração vai supervisionar a transição da liderança, incluindo o plano para conduzir um processo adequado para identificar um sucessor permanente", lê-se, num documento assinado pelos copresidentes Andre Hoffmann e Larry Fink. A instituição que organiza o Fórum Económico Mundial todos os anos, em Davos, já tinha aberto uma investigação interna às ligações de Brende a Epstein no arranque do mês

Na altura, Brende alegou "não conhecer de todo o passado e as atividades criminosas" do norte-americano, mas, agora, entende que deve sair. "Após cuidadosa reflexão, decidi deixar o cargo de presidente e diretor executivo do Fórum Económico Mundial", afirmou esta quinta-feira, sem referir o nome de Epstein. Esta decisão segue-se a uma série de demissões de cargos políticos e empresariais relacionadas com este caso, que

Segundo os ficheiros Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça norte-americano, Brende terá trocado uma série de mensagens e e-mails com Epstein, além de ter realizado três jantares de negócios com o antigo financiador. A investigação interna do Fórum Económico Mundial, agora já concluída, não encontrou mais ligações entre os dois, além das que já tinham sido reveladas anteriormente. 

Epstein foi condenado por solicitação de prostituição de uma menor em 2008. Uma década depois, enquanto aguardava ser julgado por crimes de tráfico sexual, suicidou-se, adormecendo durante anos as ligações que tinham a várias personalidade internacionais. No entanto, a divulgação por parte do Departamento de Justiça norte-americano de três milhões de documentos trouxe o caso novamente à ribalta, com as ligações de Epstein a nomes como Donald Trump, Bill Clinton e Elon Musk a estarem sob escrutínio. 

(Notícia atualizada às 12:23 horas com mais informação)

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