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Lula pede a Trump que retire o resto das taxas aduaneiras impostas pelos EUA

O pedido foi feito durante uma conversa telefónica entre os dois líderes que durou 40 minutos e na qual "trataram de temas da agenda comercial, económica e de combate ao crime organizado", de acordo com a presidência brasileira.

Lula da Silva avança com pedido à OMC contra tarifas de Trump
Lula da Silva avança com pedido à OMC contra tarifas de Trump Eraldo Peres/AP
02 de Dezembro de 2025 às 18:34

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, pediu esta terça-feira ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que retire as taxas aduaneiras impostas a produtos brasileiros, depois de algumas terem já sido retiradas, frisando que "deseja avançar rápido nessas negociações".

O pedido foi feito durante uma conversa telefónica entre os dois líderes que durou 40 minutos e na qual "trataram de temas da agenda comercial, económica e de combate ao crime organizado", de acordo com a presidência brasileira.

Durante a conversa telefónica, o chefe de Estado brasileiro apelidou de "muito positiva a decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% imposta a alguns produtos brasileiros, como carne, café e frutas".

Contudo, "destacou que ainda há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos entre os dois países e que o Brasil deseja avançar rápido nessas negociações", segundo o comunicado do Governo brasileiro.

No dia 21 de novembro, o Presidente norte-americano retirou as taxas aduaneiras de 40% sobre certos produtos brasileiros, incluindo carne de vaca, legumes, café e cacau, após negociações com o homólogo brasileiro.

No âmbito da guerra comercial, Trump tinha imposto uma tarifa de 10% sobre as exportações brasileiras, que posteriormente aumentou para 40%, elevando o total para 50%, em retaliação pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado do líder norte-americano, que foi condenado em 11 de setembro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe após a vitória eleitoral de Lula da Silva em 2022.

As isenções estão detalhadas em duas listas que incluem desde a carne e outros produtos derivados da carne de vaca até às especiarias, frutas e grãos como o café, cacau e derivados, bem como muitos outros produtos agrícolas.

Estão também incluídos os combustíveis fósseis, produtos derivados do carvão e produtos químicos, gases liquefeitos, celulose e inúmeros componentes para a aviação civil.

No comunicado, a presidência brasileira não deu conta de que a prisão do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro tenha sido tema de conversa entre os dois líderes.

Os dois chefes de Estados "concordaram em voltar a conversar em breve", destacou o Governo brasileiro.

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