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Merkel defendeu aumento da reforma e recusou salário mínimo de 7,50 euros por hora

A chancelarina alemã Angela Merkel pronunciou-se hoje contra um salário mínimo de 7,50 euros por hora e reiterou os planos de aumentar a idade da reforma para os 67 anos, no Congresso da Central Sindical (DGB) em Berlim.

24 de Maio de 2006 às 15:03

A chancelarina alemã Angela Merkel pronunciou-se hoje contra um salário mínimo de 7,50 euros por hora e reiterou os planos de aumentar a idade da reforma para os 67 anos, no Congresso da Central Sindical (DGB) em Berlim.

O primeiro discurso da dirigente democrata-cristã no conclave sindical foi recebido com vaias, mas também com alguns aplausos.

Cerca de 50 delegados do Sindicato dos serviços públicos, que travaram recentemente uma greve de mais de três meses, envergavam camisolas vermelhas com uma inscrição a exigir que passe a haver um salário mínimo de 7,50 euros por hora em todos os ramos de actividade.

Logo que Merkel começou a falar, alguns delegados sindicais desembrulharam uma faixa diante da tribuna contra o aumento da idade da reforma dos 65 para os 67 anos. «Um avó com 66 anos tem de trabalhar, enquanto o neto, com 20 anos, está no desemprego!», dizia a inscrição.

O desagrado dos sindicalistas subiu de tom, quando a chefe do governo recusou a exigência da DGB de legalizar um salário mínimo de 7,50 euros por hora e reafirmou que a coligação dos democratas- cristãos e sociais-democratas mantém os planos de aumentar a idade da reforma para os 67 anos.

«Não acho bem que haja um salário mínimo com o valor que exigem, porque não criará mais postos de trabalho», disse Angela Merkel.

Em alternativa, propôs um modelo de salário combinado (a suportar em parte pelo Estado) para os grupos mais problemáticos no mercado de trabalho, os jovens até aos 25 anos e as pessoas com mais de 50 anos.

Apesar do repúdio manifestado no Congresso da DGB às suas principais propostas, Merkel também foi aplaudida, quando se afirmou disposta a discutir a introdução de um salário mínimo e sobretudo quando defendeu a existência de sindicatos fortes.

«No entanto», acrescentou a chancelarina alemã, «é tempo de perguntarmos se as soluções que tínhamos no passado hoje ainda são válidas, e a resposta só pode ser uma: tem de haver mudanças».

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