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Ministro alemão recusa aumento do fundo de resgate mas abre a porta a outra solução

O ministro das Finanças alemão admitiu a emissão de mais garantias bancárias para que os 440 mil milhões de euros do fundo estejam inteiramente disponíveis.

14 de Janeiro de 2011 às 09:54

O ministro das Finanças alemão recusou um aumento das verbas do fundo de estabilização financeira europeu (EFSF), mas admitiu a emissão de mais garantias bancárias para que os 440 mil milhões de euros do fundo estejam inteiramente disponíveis.

"Considero o debate sobre o alargamento do fundo europeu supérfluo e artificial, o que só contribuiu para a insegurança nos mercados", disse Wolfgang , na quinta-feira à noite, em Berlim, num encontro com a imprensa estrangeira, rejeitando assim a proposta apresentada no dia anterior pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

"Quando se começa a discutir sobre o alargamento do fundo, numa altura em que nem sequer foram requeridos 10 por cento do mesmo, só serve para aumentar a inquietação", advertiu o político democrata-cristão.

Para Schaeuble, só quando houver "muitos pedidos" de ajuda financeira é que há motivos para aumentar as verbas do fundo, que além das garantias bancárias de 440 mil milhões de euros dadas pelos países da Zona Euro conta com mais 60 mil milhões de euros da União Europeia e 250 mil milhões de euros do Fundo Monetário Internacional (FMI), num total de 750 mil milhões de euros.

O ministro alemão considerou, no entanto, que "seria bom tornar claro" que os 750 mil milhões de euros atribuídos em Maio ao fundo pelo Conselho Europeu e pelo FMI "estão mesmo disponíveis".

Tal significaria, na prática, que os membros da eurozona teriam mesmo que aumentar as suas garantias bancárias, dado que, como nem todos têm a taxa de "rating" mais alta (AAA), a parte correspondente ao EFSF é de cerca de 250 mil milhões de euros, e não de 440 mil milhões de euros, porque o resto do dinheiro tem de ser utilizado para garantir juros baixos nas emissões de dívida resultantes dos pedidos de ajuda.

Na opinião de vários especialistas citados pela imprensa alemã, esta poderia ser a fórmula encontrada por Berlim para ir ao encontro da proposta de Durão Barroso, que tem o apoio da maioria dos países da zona euro, sem que a chanceler Angela Merkel tenha de abdicar da sua posição oficial contra o aumento do fundo de resgate.

Na edição "online", o matutino Financial Times Deutschland refere hoje, citando fontes em Berlim e Bruxelas, que o Governo alemão estaria disposto a "aprovar um aumento do EFSF, sob determinadas condições", sem referir, no entanto, quais.

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