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“Numa economia a crescer, esta greve geral é incompreensível”, diz Miranda Sarmento

Após Portugal ter sido escolhido como economia do ano pela revista "The Economist", o ministro das Finanças defendeu que é em momentos de crescimento que se deve avançar com reformas estruturais.

Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças
Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças Mariline Alves
08 de Dezembro de 2025 às 19:58

, uma distinção que foi conhecida a dias da realização de uma greve geral contra a revisão da lei laboral. Em entrevista à RTP, o ministro das Finanças Joaquim Miranda Sarmento diz que é “incompreensível”.

“Numa economia que está a crescer, que está a gerar níveis significativos do emprego – até outubro estava a crescer em termos homólogos acima de 3% -, que está a gerar aumentos significativos das remunerações – até outubro estavam a crescer acima de 7% - com ganhos reais porque a inflação está perto de 2%, é verdadeiramente incompreensível que haja uma greve geral. A greve geral deve-se a razões políticas”, afirmou Miranda Sarmento.

O ministro das Finanças referia-se à , em protesto contra o anteprojeto do Governo de revisão da lei laboral, que está a ser debatido na Concertação Social e visa áreas como parentalidade ou prazo dos contratos.

que esteja relacionado com insatisfação da população. “Veremos o nível de adesão na quinta-feira. Não acho que seja significativo de insatisfação”, disse, apontando para a valorização de carreiras na Administração Pública. “Os portugueses estão a sentir que os seus salários estão a aumentar e que há mais procura por pessoas para trabalhar”, defendeu.

O emprego e os salários foi, aliás, o tema que Miranda Sarmento destacou no que diz respeito à distinção da The Economist, que tem em consideração dados de cinco indicadores económicos – inflação, desvio da inflação, produto interno bruto (PIB), emprego e desempenho da bolsa de valores.

É sobretudo um reconhecimento do extraordinário trabalho que as empresas e as famílias têm feito”, disse o ministro. “Portugal foi, no ano passado, o país da OCDE onde o rendimento líquido médio mais subiu. E subiu por três fatores: mais emprego, melhores salários e redução do IRS”.

Apontando as medidas que o Governo está a levar a cabo, o responsável pela pasta das Finanças defende que há três áreas fundamentais para alavancar a produtividade e a competitividade da economia portuguesa.

“Primeiro, o capital humano e nós estamos a regular a emigração, criámos benefícios fiscais para atrair jovens até aos 35 anos e benefícios fiscais para atrair trabalhadores altamente qualificados. Segundo, a redução da burocracia e dos custos de contexto e estamos a desenvolver um programa para reduzir o tempo de licenciamentos, o número de passos e processos que têm de ser dados em cada um desses licenciamentos, uma forte digitalização desses processos. E terceiro, o mercado laboral com uma proposta de revisão do código de trabalho que permita atualizar as normas laborais aquilo que é a economia moderna, dar maior flexibilidade, mas também maior segurança, especialmente aqueles que estão a entrar no mercado de trabalho”, elencou.

"É nestes momentos que importa reforçar as reformas estruturais, que importa tomar algumas medidas que nem sempre agradam a todos, mas que são necessárias para melhorar a produtividade e competitividade e preparar o país para momentos em que possa ter condições externas mais adversas", acrescentou Joaquim Miranda Sarmento.

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