O papel de Portugal numa Europa que está a cair no domínio alemão
"Adeus Liberdade. Viva a Liberdade!" é o título da segunda edição da revista "XXI Ter Opinião", da Fundação Francisco Manuel dos Santos. E foi também o pretexto para o debate entre dois economistas, Vítor Bento e José Manuel Félix Ribeiro. Ou o futuro sobre um país na ponta de uma Europa em mudança. Afinal, "desde Maio de 2011 que Portugal é um país com liberdade vigiada".
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No seu texto publicado na revista, José Manuel Félix Ribeiro assinala que as características da União Económica e Monetária (UEM) - como não estarem previstos resgates a países, não haver federalismo fiscal e o BCE ter como objectivo apenas a estabilidade dos preços - "foram o resultado quer da precipitação na sua constituição, sob pressão de Estados europeus assustados com a reunificação alemã, quer do cuidado que a Alemanha teve nas negociações que levaram à formatação final". "Isto porque Berlim - legitimamente - quis reduzir os riscos de vir a ter de assumir compromissos financeiros adicionais em resultado de aceitar uma moeda única europeia, sobretudo quando estava, e ia estar, a gerir os enormes custos da sua reunificação", explica.