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Trump aplica tarifa de 100% a alguns medicamentos e reestrutura taxas sobre metais

O Presidente dos EUA quer apertar com as farmacêuticas para que operem ainda mais na maior economia do mundo. Nos metais, as alterações servem para "simplificar uma política complicada".

Donald Trump fala aos jornalistas à entrada do Air Force One.
Donald Trump fala aos jornalistas à entrada do Air Force One. Mark Schiefelbein / AP
21:39

O Presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu impor tarifas de 100% sobre determinados medicamentos, como tinha já  A Administração anunciou ainda uma reestruturação às taxas aplicadas às empresas mineiras, ainda que mantenha a taxa de 50% no geral.

O aumento das tarifas sobre o setor farmacêutico surge como forma de pressão a que as empresas do setor concentrem as operações e fabrico mais em terras norte-americanas. A nova taxa, a que Trump deu "luz verde" esta quinta-feira, aplica-se a medicamentos patenteados fabricados em países que não têm acordos comerciais com os EUA. 

As tarifas sobre as importações provenientes das principais economias que celebrarem acordos com a Casa Branca serão limitadas a 15%. Na lista estão a União Europeia, Coreia do Sul, Japão, Suíça e o Liechtenstein, segundo o comunicado da Casa Branca. As importações provenientes do Reino Unido estarão sujeitas a uma taxa ainda mais baixa.

As taxas aplicadas a grandes empresas vão entrar em vigor dentro de 120 dias, enquanto os artigos das fabricantes mais pequenas só serão afetados daqui a 180 dias, segundo o comunicado.

Caso as empresas passem a ter parte da operação nos EUA, os produtos passam a ser taxados a 20%.

No que toca às barreiras alfandegárias sobre metais, a Administração Trump afirmou que vai manter tarifas de 50% sobre muitos dos produtos importados feitos de aço, alumínio e cobre, ainda que tenha simplificado as tarifas aplicáveis a bens fabricados com quantidades insignificantes destes metais.

De acordo com a nova estrutura de tarifas, os produtos com um teor de aço, alumínio ou cobre inferior a 15% ficarão efetivamente isentos das tarifas sobre os metais, segundo um comunicado da Casa Branca. Alguns outros produtos derivados destes metais estarão sujeitos a uma taxa mais baixa, de 25%, se forem “substancialmente fabricados” com um dos metais, de acordo com o mesmo comunicado.

Já os produtos fabricados no estrangeiro, mas que sejam produzidos com metais extraídos nos EUA, enfrentarão uma taxa de 10%, afirmou a Casa Branca. Além disso, alguns “equipamentos industriais e de rede elétrica com uso intensivo de metais” serão tributados a 15% até 2027, uma medida destinada a reforçar a base industrial dos EUA. Apesar das alterações, serão mantidas tarifas de 50% sobre um grande número de produtos derivados — incluindo, por exemplo, tubos de aço importados.

A mudança surge após meses de pressão por parte de empresas norte-americanas que afirmavam ter sido injustamente afetadas pelas taxas aduaneiras anteriores que visavam as importações de metais. Embora a Administração Trump argumente que as taxas se destinam a incentivar a produção nacional, a extensão das tarifas aos chamados produtos derivados significava que estas eram aplicadas mesmo a artigos que continham pequenos elementos metálicos - como latas de comida ou bebida, por exemplo.

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