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Oeiras investe 100 mil euros para desenvolvimento de testes serológicos

Os custos de desenvolvimento deste protótipo - a primeira fase do processo - rondam os 100.000 euros.

Bloomberg
Lusa 26 de Abril de 2020 às 13:55
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O Município de Oeiras atribuiu uma comparticipação de 100.000 euros ao Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET), que está a desenvolver o protótipo de testes serológicos para a SARS-CoV-2, anunciou aquela autarquia.

Considerando que a par da vacina também os testes serológicos (testes imunológicos) são "fundamentais" para o combate à pandemia da covid-19, o município de Oeiras respondeu ao apelo do consórcio Serology4Covid e aprovou uma comparticipação financeira de 100.000 euros ao iBET, refere uma nota de imprensa da câmara.

Os testes serológicos permitem reconstruir o passado e saber quem esteve infetado com SARS-CoV-2 e quem está imune, informa a mesma nota.

Segundo a autarquia liderada por Isaltino Morais, o iBEt é uma instituição sem fins lucrativos na área da investigação biotecnológica, sediada no concelho de Oeiras, "com vasta e comprovada experiência" na produção de componentes biológicos para a indústria, que está a fazer o trabalho de desenvolvimento do protótipo de testes serológicos.

Quando este protótipo estiver concluído e aprovado pelas autoridades competentes, a fase seguinte será a produção do teste em larga escala para aplicação massiva à população portuguesa.

Os custos de desenvolvimento deste protótipo - a primeira fase do processo - rondam os 100.000 euros.

As restantes fases do projeto, associadas à produção em massa destes testes, serão apoiadas pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos, informa também o município.

A par do iBET, há mais quatro institutos de investigação científica, de Oeiras e da Área Metropolitana de Lisboa, que constituem o consórcio Serology4Covid: o Instituto Gulbenkian Ciência (IGC), o Instituto de Medicina Molecular (iMM), o Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC) e o Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB-NOVA).

Para o município, o resultado deste trabalho conjunto "beneficiará a saúde pública nacional", dado os protocolos experimentais resultantes destes ensaios "serem disponibilizados a toda a comunidade científica e à indústria, de uma forma aberta e em larga escala".

O apoio disponibilizado pela autarquia enquadra-se no âmbito da Estratégia Oeiras Ciência e Tecnologia 2020-2025, que traduz o compromisso do executivo municipal com o desenvolvimento de uma agenda territorial, "cuja ambição é tornar Oeiras o município líder na ciência e inovação em Portugal", remata a nota de imprensa.

(Notícia corrigida: o financiamento é da Sociedade Francisco Manuel dos Santos e não da Fundação)
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