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Passos prefere cortes salariais nas empresas a impostos sobre o sector privado

As empresas terão que reduzir salários ou outras compensações para ganhar competitividade, defendeu hoje o primeiro-ministro. Passos Coelho defende que é preferível que o dinheiro fique nas empresas em vez de ir para o Estado.

21 de Outubro de 2011 às 13:51

"Sabemos que a racionalização de custos no sector privado significará em muitos casos um aumento do desemprego, a redução de salários ou de outras compensações como os bónus, benefícios e prémios de desempenho. Sabemos que significará em muitos casos a redução dos lucros, e portanto dos lucros distribuídos", começou por dizer o primeiro-ministro.

"É o que farão os nossos competidores internacionais. Teremos que fazer o mesmo se quisermos ultrapassar a crise económica e lançar as bases do crescimento futuro", acrescentou no encerramento do IV Congresso dos Economistas.

"Mas os sacrifícios associados à redução de custos operacionais no sector privado terão que servir para melhorar a competitividade das nossas empresas. O que vale por dizer que não devem estar ao serviço do esforço de consolidação orçamental, mas do crescimento económico", afirmou

"Por estes motivos, seria tão injusto quanto imprudente fazer a consolidação orçamental que não predominantemente pelo lado da despesa", concluiu Passos Coelho depois de sublinhar: "seria imprudente agravar ainda mais a carga fiscal do sector privado".

O Presidente da República alertou esta semana para a eventual violação do princípio constitucional da "equidade fiscal", a propósito dos cortes de subsídio de férias e de Natal dos funcionários públicos e dos pensionistas, previstos na proposta de Orçamento do Estado para 2012.

As declarações do Presidente da República alimentaram o debate sobre a "repartição de esforços", e a pertinência de um imposto alternativo que abrangesse tanto o sector público como o sector privado.

Foi o que o Governo fez este ano, ao aplicar uma sobretaxa em sede de IRS que terá como efeito a cativação de metade do subsídio de Natal a partir do valor que exceda os 485 euros, tanto no sector público como no sector privado.

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