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Portas estranha que Sócrates nunca saia à rua

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, reiterou hoje que a atitude do primeiro-ministro é "arrogante" e disse estranhar que José Sócrates quase nunca saia à rua em acções de campanha.

12 de Agosto de 2009 às 15:01

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, reiterou hoje que a atitude do primeiro-ministro é "arrogante" e disse estranhar que José Sócrates quase nunca saia à rua em acções de campanha.

"Não é obrigatório vir a feiras, visitar mercados ou cumprimentar comerciantes, mas há uma coisa que é curiosa: o primeiro-ministro não vem à rua. Porque será?", questionou o líder dos democratas-cristãos perante os jornalistas.

Paulo Portas esteve hoje em Quarteira com a sua comitiva, onde visitou quatro mercados e dialogou com comerciantes e muitos curiosos, numa acção de pré-campanha para as próximas eleições legislativas.

À margem da visita, o líder do CDS-PP disse aos jornalistas estranhar que o primeiro-ministro raramente saia à rua, defendendo ainda a necessidade de prestar apoio social aos desempregados.

Segundo Paulo Portas, apesar de José Sócrates "gostar muito" de falar em "sensibilidade social", o número de portugueses sem emprego e que não beneficiam de qualquer apoio subiu para 138 mil nos primeiros cinco meses de 2009.

De acordo com a edição do jornal "Público" de hoje, os primeiros cinco meses de 2008, havia uma média de 98 mil desempregados sem apoio social e que procuravam um novo emprego (sem contar com os 30 mil jovens que buscam o primeiro emprego).

Contudo, nos primeiros cinco meses de 2009 esse número subiu para 138 mil, o que é explicado pelo Governo, por um lado, com o facto dessa tendência acompanhar a entrada dos jovens no mercado de trabalho.

Por outro, segundo os serviços do Ministério do Trabalho citados pelo Público, o número aumentou devido ao facto de os desempregados terem esgotado o período de concessão tanto do subsídio de desemprego como do subsídio social de desemprego.

"Os jovens que perderam o seu posto de trabalho e os casais que ficaram ao mesmo tempo no desemprego e querem trabalhar já deviam ter merecido uma reforma das prestações sociais", sublinhou Portas.

"É com essa gente que o país avança e não com quem não quer trabalhar", finalizou o líder do CDS-PP.

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